Quais os desafios de acelerar negócios em cenários de crise econômica e como as aceleradoras lidam com isso?

foto_PedroWaengertnerPedro Waengertner
Aceleratech

Crises vem e vão. É um aspecto do mercado. Uma coisa que sempre dizemos aqui na Aceleratech é que faturamento e lucro nunca saem de moda. Acreditamos que o propósito de uma aceleradora é, mais do que preparar a empresa para receber investimentos, torná-la sustentável do ponto de vista financeiro. Creio que o primeiro conselho é organizar a oferta e a estratégia de vendas de modo a conseguir chegar no ponto de equilíbrio (break-even) o mais rápido possível. O melhor financiamento é sempre aquele feito pelos próprios clientes do negócio.Na hora de discutir a oferta, é importante ter a visão macro-econômica e entender que outros agentes do mercado também serão afetados pela crise, naturalmente cortando custos de áreas não essenciais ao negócio. Portanto, é fundamental que a oferta da startup esteja muito alinhada a um destes dois alicerces: cortar custos ou aumentar receitas. Se for algo supérfluo, a tendência é que tenha muito mais dificuldades de monetizar. Por último, é importante que o mercado escolhido seja grande suficiente e menos afetado pela crise. São decisões duras, porém fundamentais para a sobrevivência do negócio.”
+info: http://aceleratech.com.br

foto_BedyYangBedy Yang
Br Innovators

Empreendedores trabalham bem com recursos escassos e crise econômica muitas vezes pode significar novas oportunidades. Além disso, grandes empresas e investidores institucionais também estão mais abertos para fazer parcerias e escutar novas soluções quando sentem que a economia não está tão bem. Por outro lado, o capital se torna muito mais escasso para apoiar inovação, pois a maioria dos investidores prefere preservar capital, embora melhor fosse aproveitar para investir nas oportunidades geradas pela crise.A escassez do capital dificulta o trabalho das aceleradoras. Para muitas, uma das métricas principais é a quantia de capital que as empresas captam com outros co-investidores, pois isso normalmente permite que as startups possam sobreviver por um tempo maior no mercado e investir no produto, equipe e distribuição. Na “500 Startups”, por exemplo, todas as empresas que buscaram capital fora conseguiram investimento adicional. O importante não é quanto a empresa capta, mas sim o resultado de longo prazo, mas capital investido de curto prazo compra tempo para as startups. A recomendação para as empresas em crise e com recurso limitado é chegar no break even (ponto de equilíbrio) o mais rápido possível, pois depois as que sobreviverem estarão muito bem posicionadas no mercado. É como a letra da música “What doesn’t kill you makes you stronger” (o que não mata te faz mais forte).
+ info: http://www.brazilinnovators.com

foto_JuanBernaboJuan Bernabó
Germinadora

A Germinadora não foi pensada como uma aceleradora convencional. Nossa ideia é criar negócios que sejam bons desde o começo, lucrativos, e que não necessitem de injeção de capital o tempo inteiro. Nosso foco são empresas que tenham margem, que resolvam problemas reais de pessoas reais, ou seja, mesmo em um cenário de crise econômica, você vai precisar daquele tipo de serviço. Somos independentes financeiramente, então não há pressa de em 2 anos sair de alguma empresa (à qual nos associamos), somos um investidor paciente.Quando viemos para o Brasil, achamos mesmo que não seria fácil lidar com questões macroeconômicas. Na crise mudam os índices, alguns negócios se tornam realmente inviáveis para atores que só funcionam com o mercado em “subida”. Algo interessante que fazemos a cada 3 meses é rodar um programa para descobrir negócios que funcionam fora desse cenário economicamente problemático e que circundem tal problema, oferecendo soluções para eles.
+ info: http://www.germinadora.com

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Geofusion – Investimentos, crescimento e mudanças no modelo de negócio da empresa


foto_PedroFigoli2Em entrevista ao Boletim Inovação Aberta, Pedro Figoli, CEO da Geofusion, nos fala sobre investimentos, crescimento e mudanças no modelo de negócio da empresa.

Wenovate – Há algum tempo vocês receberam investimento Criatec e Intel Capital, sendo que a empresa tem 18 anos de existência. Por que só buscaram esse rápido crescimento mais recentemente?

Pedro FigoliNa verdade nós buscamos investidores antes, mas não conseguimos chamar a atenção. No ano de 1999 falamos com vários investidores, mas naquela época praticamente não existiam investidores interessados em empresas de pequeno porte como a nossa.

Usamos o lucro da consultoria para criar e manter o OnMaps, nossa plataforma na web de Geomarketing. Tivemos que esperar 11 anos para conseguir fechar o nosso primeiro investidor, o Fundo Criatec. Em 2011 o mercado de Geomarketing já estava mais maduro e o OnMaps crescia a mais de 50% ao ano. Isto chamou a atenção do Fundo Criatec.

A entrada deles foi muito importante para garantir a manutenção do crescimento da empresa, A criação da Diretoria de Marketing, a contratação de vários vendedores e o investimento na contínua melhoria do produto. Dois anos depois a Intel Capital fez o segundo aporte na Geofusion, garantindo assim a continuação do nosso crescimento e a validação do nosso modelo de negócios.

Wenovate - Como uma empresa de consultoria madura conseguiu virar uma empresa de produto e escalável?

Pedro Figoli - Escutando o cliente. Ao desenvolver os projetos de consultoria percebíamos que nossos clientes tinham uma dificuldade muito grande em levantar dados de mercado e depois analisá-los. Então juntamente com dois desses clientes de consultoria desenhamos o que seria a primeira versão do OnMaps, nossa plataforma de Geomarketing na web. O OnMaps foi criado a partir de problemas reais de nossos clientes e por isso é um produto muito alinhado com as necessidades do mercado.

Em 2008 estabelecemos uma parceria com a ABF (Associação Brasileira de Franchising) e a partir deste momento começamos a crescer a mais de 50% ao ano. Profissionalizamos toda a equipe de desenvolvimento, trazendo para a empresa as melhores práticas de desenvolvimento e qualidade. Fizemos parcerias estratégicas importantes que garantiram a nossa escalabilidade. Hoje 90% do nosso faturamento vem do OnMaps.

Wenovate - No Desafio Intel 2014 vocês participaram dando mentoria. Como foi essa experiência de estar “do outro lado”?

Pedro Figoli - Já é o segundo ano que damos mentoria no Desafio Intel e a experiência é incrível. Os empreendedores são de altíssimo nível, 100% comprometidos com os seus negócios e as empresas muito inovadoras. Existe uma troca de experiências entre mentores e empreendedores bastante rica. Mais uma vez, foi uma grande satisfação colocar nosso tempo e conhecimentos à disposição de times tão qualificados e engajados.

Pedro Figoli é formado em administração de empresas pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e atua na área de Inteligência Geográfica de Mercado há mais de 18 anos, com foco no desenvolvimento de novas tecnologias e aplicações.

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Autossuficiência, criatividade e inovação: como a Cristalia Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda. se tornou fabricante líder de medicamentos no Brasil

ed034_sui_OgariPacheco2Por Ogari Pacheco, presidente da Cristalia.

Sou médico e fui para Itapira a convite de um colega para clinicar. Depois formou-se um grupo que montou um hospital para o qual me convidaram. Passado algum tempo, surgiu a ideia de que, para baixar o custo operacional do hospital, passássemos a produzir alguns medicamentos. Foi aí que surgiu um pequeno laboratório cuja finalidade era abastecer o hospital e que, ao final, produzia muito mais do que se precisava.

Não tendo saída, tivemos que começar a vender o excedente, e deu certo. Participamos da produção de praticamente todo o coquetel anti-AIDS, que não está sujeito a patente. Tudo que não está patenteado nós fabricamos, na realidade por meio de um consórcio no qual a Cristalia é a empresa líder. Por outro lado, lideramos o segmento de anestésicos, somos líderes em anestesia na América Latina.

Para isso, houve necessidade de muito trabalho, de muita criatividade. Se nós seguíssemos um padrão de copiar e apenas copiar, provavelmente hoje nós estaríamos fabricando genéricos, sendo mais um no universo de fabricantes de genéricos. Não tenho nada contra genéricos, acho que são bons produtos, com recursos terapêuticos e farmacêuticos bastante interessantes, porém era visível e imaginável que dentro de algum tempo todos os fabricantes de genéricos iriam desembocar em uma luta canibalesca pelo mercado, que é o que está acontecendo hoje. Como sair disso?

No nosso modo ver, a saída era nos voltarmos para nichos, situações em que tivéssemos uma produção mais defensável, não tão facilmente “canibalizável”. Só tinha um jeito, tínhamos que desenvolver a síntese de princípios ativos, algo que o Brasil nunca fez, o Brasil importa hoje mais de 90% do que necessita para produzir seus medicamentos.

Nós, em contrapartida, produzimos cerca de 50% de nossas necessidades. Foi aí que tudo começou, primeiro copiando a síntese dos princípios ativos, para aprender. Porque primeiro você aprende a cozinhar, depois você inventa pratos. Depois de um certo tempo, quando nos sentimos mais à vontade na cozinha, passamos a criar pratos, que vieram a nos render 71 patentes.

Quando eu digo isso pode não parecer muito em comparação com outros produtos nacionais, entretanto, é o maior número do Brasil. E se nem toda a inovação é patenteável, ­toda patente contém uma inovação. Por aí vemos que na busca de diversificação, acabamos criando um nicho para desenvolver princípios ativos menos facilmente “canibalizáveis”.

Em determinado momento houve uma certa indecisão sobre qual era o melhor caminho. Indecisão essa provocada pela insegurança do desconhecimento, pois conhecíamos muito pouco da área. Hoje se eu pudesse voltar atrás, teria começado antes.

Na minha opinião, nada resiste ao trabalho. Se você tiver perseverança e uma ideia na cabeça, acredite nela. Trabalhando, com certeza, você chegará a um lugar de destaque. Um conselho que eu posso dar é, pense em nichos, pois é onde não há o menor ataque da concorrência, é onde há sua menor concentração.

O homem inova desde que existe sobre a face da Terra. Então o que é inovação nos termos atuais e o que se pretende dizer com ela? É a melhoria de produtos e processos, pois ninguém inova por inovar, inova para melhorar algo que já existe. Digo isso porque as pessoas muitas vezes ficam inibidas, achando que têm que criar algo completamente novo. Mas coisas absolutamente novas e inéditas são raríssimas, o que há na realidade é a melhoria de coisas já existentes.

Falando do nosso negócio, o que se deve buscar é melhorar o que existe dando ganho efetivo terapêutico. Não é só mudar a cor da cápsula ou melhorar o sabor do xarope, temos que dar ao paciente um ganho real em seu tratamento.

Penso que as pessoas devem acreditar em suas possibilidades, na centelha interna que existe em cada um para, em trabalhando, traduzir isso em produtos mais efetivos.

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A ANP e a nova resolução sobre investimentos em P&D


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Por Claudio Mazzola, consultor Allagi

Recentemente, a ANP (Agência Nacional de Petróleo) emitiu uma chamada pública para todos os interessados no setor de Óleo e Gás (O&G) poderem se manifestar sobre as novas regras a serem aplicadas nas cláusulas de obrigações e investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e Inovação.

Atualmente a regulamentação para investimentos em P&D e inovação data de 2005, um ano após a promulgação da Lei de inovação (no. 10.973). Dez anos passados, o cenário social e econômico no País e setor sofreu transformações, assim como as previsões para os próximos 10 anos. O valor acumulado de investimentos em P&D desde o início das obrigações (2005) até o 4º. Trimestre de 2013 somaram aproximadamente 9 bilhões de reais. A partir deste ano até o final de 2023 serão 30 bilhões de reais, ou seja, praticamente o triplo da quantidade de recursos acumulados até hoje. Isto devido à entrada de novas empresas de exploração e os novos lotes de exploração leiloados.

Uma das argumentações para propor e estabelecer um novo regulamento seria criar um ambiente regulatório mais favorável à inovação, coadunando com as leis de Inovação e do Bem, assim como promovendo a transferência de tecnologia, e estruturando uma cadeia de fornecedores ampla e competitiva, principalmente com foco no fortalecimento das pequenas e médias empresas.

Embora louvável e de boa intenção, a atual proposta aparenta muito mais burocratizar a promover um ambiente saudável para inovação. É comum dizer que o diabo se esconde nos detalhes e o documento, por ser extremamente detalhado, define limites e regras em temas que poderiam ser tratados de forma mais aberta e acaba por gerar muito mais discussão, preocupação e indefinição do que estimular e dar segurança nas atividades de P&D, quer seja para as concessionárias (empresas que executam atividades de exploração e produção de O&G), quer seja para as demais partes interessadas como as Instituições Científicas e Tecnológicas (ICTs), visto que podem ser questionáveis do ponto de vista legal e econômico.

Os pontos de maior questionamento envolvem assuntos relacionados às novas porcentagens de investimentos, Propriedade Intelectual, constituição de um comitê técnico-científico, aos valores destinados a pesquisadores entre outros.

Atualmente a concessionária deve dedicar 50% dos recursos a ICTs e a outra metade para suas próprias instalações. Na nova proposta, os 50% para ICTs são mantidos, porém oferecendo a possibilidade de destinar até 20% destes recursos a empresas de base tecnológica. Paralelamente a isso, dentro dos outros 50% que competiria à empresa investir, 10% devem ser destinados à capacitação de fornecedores de pequeno e médio porte, restando, portanto, somente 40% a suas instalações. Acontece que em muitos casos são os grandes fornecedores que mais bem conhecem as necessidades e competências de fornecedores de menor porte.

Outra questão de grande interesse é a criação do COMTEC, um comitê técnico-científico representado majoritariamente pelo quadro de tomadores de decisão da ANP, e que ficará responsável por definir as diretrizes para investimento em P&D no País, incluindo áreas tecnológicas consideradas prioritárias, selecionar os projetos de maior interesse, além de fiscalizar a correta aplicação e destino dos recursos, tal como faz hoje. Essas novas responsabilidades que envolvem a decisão dos recursos destinados a ICTs e à cadeia de fornecedores, corresponderão a 60% de todo o volume destinado a projetos de P&D, ou seja, aproximadamente 18 bilhões de reais, 9 bilhões a mais daquilo que foi investido até hoje.

A Propriedade Intelectual (PI) resultante dos projetos pode gerar também discussões quanto à aderência com a lei de inovação, pois estabelece requisitos e obrigações quanto a sua titularidade, país de proteção e exploração, principalmente por se tratar de patentes. De acordo com a proposta, será titular da PI quem executar o projeto, excluindo a possibilidade de também o ser quem financiou ou contribuiu com conhecimento prévio. Existem diversas formas de proteção intelectual para uma determinada tecnologia e a escolha por segredo industrial ou patente é meramente uma decisão estratégica e de negócio que deve ser tratada caso a caso. Cada uma tem sua qualidade e defeito. Não obstante, ser titular ou não, passa a ser uma questão secundária quando o que realmente importa é o direito de uso da PI, bem como o conhecimento que poderá ser difundido para a sociedade em geral.

Já com relação aos valores destinados a pesquisadores em ICTs, há uma definição para o valor máximo do custo homem/hora o qual aparentemente foi calculado a partir do salário máximo permitido no País para o funcionalismo público, pelo total de horas mensais. Obviamente o pesquisador não dedica todas as suas horas por mês em um único projeto. Usualmente o seu tempo é dividido com outras atividades de ensino e pesquisa. Assim, seria mais fácil deixar essa decisão para os responsáveis pelo planejamento do projeto, limitando as horas permitidas por mês ou definindo um valor de horas, de tal modo que a diferença salarial do pesquisador não ultrapasse o ganho máximo permitido ao funcionalismo público.

Por se tratar de uma agência reguladora, a ANP com essa nova proposta, aparenta ter um papel mais abrangente e poder de controle para decidir quase que unilateralmente sobre o que é melhor, não somente para a pesquisa no País, mas também o que a empresa exploradora deve ou não deve fazer. Uma interferência que, sem dúvida, pode vir a ser prejudicial, inclusive para a própria agência que terá que honrar prazos com a qualidade de seus serviços frente a tanta responsabilidade assumida.

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Fase 1 do programa InovAtiva Brasil chega à reta final


No próximo dia 17 de agosto, o programa InovAtiva Brasil chega ao final da Fase 1, com mais de 5 mil empreendedores conectados em sua rede e mais de 700 projetos cadastrados. Desde o lançamento do programa, realizado em 29 de maio, os empreendedores que adentraram a plataforma tiveram a oportunidade de submeter suas ideias e projetos. E desde o início de junho, uma série de conteúdos de capacitação na linha MOOC (Massive Open Online Course) foi colocada à disposição dos participantes, na forma de vídeos e webinars semanais, divulgados nos canais Youtube e Vimeo Os conteúdos dos cursos foram elaborados por especialistas em empreendedorismo e também contaram com a colaboração de empreendedores que são referência no mercado e cederam seu tempo participando de entrevistas e debates.

Na Fase 2 do programa, os 300 projetos selecionados na primeira fase receberão mentoria individual gratuita por cerca de dois meses, por meio da ajuda de empreendedores, investidores, consultores de negócios e executivos. A ideia é aprimorarem o modelo de negócios de suas startups, que são empresas que buscam inovar com a oferta de produtos e serviços.

Após esse intenso processo de mentoria, os 100 empreendedores mais bem preparados serão selecionados para a Fase 3, na qual terão mentoria de prazo mais longo e a oportunidade de interagir com potenciais investidores e parceiros no Brasil e no exterior.

Vale lembrar que mesmo após o encerramento das inscrições, os participantes cadastrados continuarão tendo acesso aos materiais e aos canais de capacitação, bem como ao espaço Comunidade, onde é possível interagir com usuários afins, conectando-se por área de atuação e localização.

Fanpage do programa: https://www.facebook.com/InovativaBrasil?ref_type=bookmark.

Mais info: http://www.inovativabrasil.com.br

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GVcepe lança o Desafio Brasil 2014

Os principais clusteres de empreendedorismo e inovação do país se unem para realizar mais um ciclo do Desafio Brasil

São Paulo, agosto de 2014 – Realizado pelo Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas  (FGV-EAESP) e executado pelo Wenovate, o Desafio Brasil chega a sua 9ª edição.

As inscrições abrem no dia 18 de agosto e poderão ser feitas através da plataforma online (https://desafiobrasil.induct.no).

A principal novidade da 9a edição é que os empreendedores de todo o Brasil poderão se inscrever submetendo seu projeto a um dos seis principais clusteres de empreendedorismo e inovação do País. As regionais serão organizadas por parceiros locais em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Os parceiros regionais irão disponibilizar especialistas de suas redes para avaliar e dar feedback aos projetos, oferecer mentoria, bancas de investidores e prêmios.

O programa pretende identificar os empreendedores com ideias e empresas mais inovadoras e de maior impacto. Qualquer pessoa que tenha propostas de como ajudar a solucionar os desafios da sociedade pode submeter seu projeto pelo portal do programa (http://desafiobr.com.br/). Os inscritos poderão construir suas ideias ao decorrer da competição, interagindo com demais empreendedores, avaliadores convidados, potenciais parceiros, clientes e investidores conforme os interesses dos participantes.

Segundo Bruno Rondani, coordenador nacional do Desafio Brasil e diretor do Wenovate, o programa é mais uma oportunidade para o empreendedor desenvolver seu negócio e ganhar a visibilidade que precisa para fazê-lo atingir todo o seu potencial de impacto. “Hoje são muitas as competições disponíveis para os empreendedores. O Desafio Brasil se destaca por ser mais do que uma competição, é uma porta de entrada para novos empreendedores se integrarem às principais comunidades de inovação e empreendedorismo do país ”, diz Rondani.

Interessados se conectar ao Desafio Brasil 2014 devem acessar o site (http://desafiobr.com.br/) até o dia 24 de Setembro e compartilhar sua ideia.

A final nacional acontecerá no Open Innovation Week, evento organizado pelo Wenovate em São Paulo nos dias 2, 3 e 4 de dezembro.

Sobre o Desafio Brasil

O primeiro programa de fomento à inovação e empreendedorismo de alto impacto no País, o Desafio Brasil, tem como objetivo promover a educação e a capacitação de empreendedores, bem como, introduzir a cultura do empreendedorismo, do venture capital e da inovação em âmbito nacional.

Em 2013, o Desafio Brasil alcançou, pela segunda vez consecutiva, 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Naquele ano, foram realizadas doze regionais. Como resultado, a competição registrou um recorde no número de inscrições envolvendo 5.150 empreendedores.

Sobre o GVcepe

O Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) é o principal e mais confiável centro de pesquisas e dados a respeito da indústria de Private Equity e Venture Capital do Brasil. Desde 2003, promove projetos nas áreas de inovação, modernização dos negócios e desenvolvimento econômico através de competições, educação e capacitação. O centro tem como visão se tornar uma referência global de informações para empreendedores, investidores, parceiros e governos, sendo reconhecido internacionalmente por sua excelência e disseminação de conhecimento.

Sobre a FGV-EAESP

Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.

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Câmara Brasil-Alemanha premia iniciativas inovadoras


Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação tem inscrições abertas até 22 de agosto

As inscrições para o Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação de 2014 estão abertas até 22 de agosto por meio do site www.inobrasilalemanha.com.br. Criado pelo Departamento de Inovação e Tecnologia da Câmara Brasil-Alemanha (AHK-SP), o Prêmio visa identificar e reconhecer esforços inovadores realizados por empresas brasileiras e alemãs instaladas no Brasil.

Os projetos serão avaliados pelo seu grau de inovação e por aspectos como ineditismo, impacto na empresa, na sociedade e no meio ambiente, assim como possíveis relações com instituições alemãs utilizadas para o seu desenvolvimento.

Para Sofhia Harbs, diretora do Departamento de Inovação da AHK-SP, “o Prêmio é uma iniciativa que objetiva aumentar a visibilidade de projetos inovadores desenvolvidos no Brasil, incentivando o crescimento da competitividade através da inovação e apoiando o intercâmbio tecnológico e de conhecimento entre o Brasil e a Alemanha”.

Além da grande visibilidade e exposição a oportunidades de parcerias e negócios, as três primeiras colocadas no Prêmio receberão uma avaliação pela Porsche Consulting, envolvendo diagnóstico e consultoria. A grande vencedora terá o direito de indicar um representante para uma viagem à Alemanha, para participação em feira internacional (a ser definida pela AHK-SP de acordo com sua área de atuação).

Sobre a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK)

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) é uma entidade que desenvolve um papel essencial no fomento das relações econômicas entre os dois países. Filiada à Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK), a Câmara Brasil-Alemanha atua como base para o fortalecimento e a diversificação dos negócios de seus associados, na atração de investimentos para o Brasil, na ampliação do comércio bilateral e na cooperação entre os países do Mercosul e da União Europeia.

No Brasil há 98 anos, a Câmara Brasil-Alemanha congrega 1.700 associados, entre empresas de capital ou know how alemão instaladas no Brasil e companhias brasileiras e alemãs voltadas ao comércio exterior, e conta com 220 funcionários atuando em 14 cidades brasileiras. Por meio da Câmara Brasil-Alemanha, os associados se beneficiam de uma rede de mais de 114 câmaras espalhadas em 81 países, além de 83 entidades do gênero na Alemanha.

Informações à imprensa:
Silvia Russo – (11) 5187-5134 / jornalista@ahkbrasil.com

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Núcleo de Inovação da Natura comemora dois anos dois anos de atuação na Amazônia


Parceria com a FAPEAM, comunidades e o programa de bolsistas in company são algumas das ações implementadas na região com apoio da multinacional brasileira de cosméticos.

O Núcleo de Inovação Natura Amazônia (NINA) comemora dois anos de atuação na Amazônia no dia 16 de agosto. Neste período, a unidade da Natura realizou projetos que contribuíram para a inovação e desenvolvimento da Amazônia. Dentre elas, estão a parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), a organização do Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos e a expansão de parcerias junto às comunidades extrativistas da região. Com sede em Manaus (AM), o NINA faz parte do Programa Amazônia da Natura e tem como missão contribuir com o desenvolvimento do sistema regional de inovação através de sua atuação em rede, junto aos demais atores desse sistema, no desenvolvimento inovação a partir de oportunidades relacionadas à sociobiodiversidade amazônica.

Por meio da parceria com a FAPEAM, foram promovidas iniciativas conjuntas para o desenvolvimento de competências nos profissionais que desejam atuar no estado do Amazonas com a gestão da inovação e transferência de tecnologia. Atualmente, o NINA conta com quatro bolsistas que, ao mesmo tempo em que desenvolvem projetos de interesse para a companhia, ampliam competências para a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Para a bolsista Marta Siza, o grande diferencial é a oportunidade de vivenciar toda esta experiência dentro de uma empresa que é referencia nos segmentos de inovação e sustentabilidade. “Isso agrega muito mais valor ao conhecimento que estamos adquirindo aqui”, pontua. E a bolsista Juliana Barros, não pensou duas vezes para se candidatar. “Na academia nós vemos a teoria e aqui temos contato com a boa prática. Esse é o maior diferencial, poder desenvolver um projeto de formação dentro da empresa”, revela.

O ineditismo dessa ação reforça o papel que a Natura desempenha como articuladora de inovação na região Norte. “No NINA, as bolsistas participam da parte prática de todos os processos relacionados a um projeto. Elas integram workshops e treinamentos, que certamente contribuem de forma diferenciada para esta capacitação”, explica o gerente geral do NINA, Iguatemi Costa.

No mês de aniversário do NINA haverá uma apresentação formal dos resultados parciais desse programa para os principais executivos da Natura a diretoria da FAPEAM. “Na ocasião, também deverá ser ratificada entre as partes a continuidade do programa com objetivo de reforçar o desenvolvimento tecnológico, tão relevante para o sistema de inovação regional”, adiantou Costa.

No mês de julho também foi firmada uma parceria que irá oferecer mais de 30 bolsas de várias modalidades que serão implementadas nos projetos científicos desenvolvidos pela Natura e parceiros na região. “A parceria consolida o relacionamento desenvolvido com a FAPEAM ao longo dos dois anos do NINA e apresente saldo bastante positivo no que se refere à estratégia da Natura para alavancar projetos de desenvolvimento na Amazônia”, disse o gerente.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de novas pesquisas, o NINA possui parcerias também com outras instituições locais: a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos

Outra ação do NINA focou na valorização do pesquisador e da sua pesquisa. No início do ano, a Natura anunciou a vencedora do Prêmio Natura Campus de Ingredientes Vegetais Amazônicos, a pesquisadora Ana Cristina da Silva Pinto, bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A pesquisadora concorreu com o projeto de um repelente e inseticida natural no combate aos mosquitos da dengue e malária, tendo como ingrediente principal a pimenta-de-macaco (Piper aduncum).

A iniciativa recebeu 30 inscrições e as propostas foram avaliadas por uma banca científica mista composta por cinco pesquisadores, sendo três da Natura e dois estudiosos brasileiros da área de produtos naturais e farmacognosia, que se reuniram durante dois dias em Manaus para avaliação cuidadosa do material submetido. O processo de avaliação focou na qualidade dos ingredientes apresentados, independente da aplicação em cosméticos, além da quantidade de ingredientes utilizados na pesquisa.

“Vencer essa premiação, concorrendo com pesquisadores de toda a Amazônia foi muito importante. Serviu como reconhecimento profissional na minha carreira como pesquisadora recém-formada”, comenta Ana Cristina, que informou que graças ao prêmio, no valor de R$ 30 mil, será possível investir na continuidade da outra etapa da pesquisa sobre o tempo de ação do produto desenvolvido, além de ampliar o estudo para outras espécies de plantas.

O Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos visa reconhecer pesquisadores da região amazônica que acreditam e investem no uso sustentável da biodiversidade brasileira e que contribuíram para o avanço da ciência através do desenvolvimento de ingredientes vegetais do Bioma Amazônico.

Comunidades Extrativistas

A Natura elegeu a região amazônica como um dos territórios prioritários de sua expansão. Dentro de um modelo sustentável, sem colocar em risco a maior floresta tropical do mundo, a empresa obtém insumos para seus produtos e, em contrapartida, oferece uma série de benefícios às comunidades extrativistas.

Somado ao mais recente empreendimento do Programa Amazônia na região, inaugurado em março deste ano, o Ecoparque, a nova fábrica de sabonetes da empresa, será possível triplicar a produção até 2015, ampliar o uso de insumos e reduzir os custos pela concentração do processo industrial próximo a cadeia de fornecimento.

Atualmente, a Natura trabalha em parceria com 25 comunidades no Amazonas e no Pará, beneficiando 2.171 famílias. E esse número deve aumentar nos próximos meses com a implantação de projetos previstos pelo Programa Amazônia. Entre os benefícios recebidos estão os cursos de capacitação para formar lideranças e subsídios para formação de associações ou cooperativas que intermediam a relação da comunidade com a Natura e com o restante do mercado. Além disso, a empresa ainda proporciona à população local capacitações técnicas de produção agrícola ou extrativismo e beneficiamento das matérias-primas cultivadas pelas comunidades.

“A nossa meta é que o NINA se torne um aliado no desenvolvimento da Amazônia, através das suas ações de fomento à pesquisa e inovação e, com os resultados que temos alcançados, acredito que estamos no caminho certo. Há dois anos assumimos o compromisso de estimular o crescimento do ambiente científico local e essa meta será permanente”, apontou Iguatemi Costa.

Assessoria de Imprensa Natura
Ester Ferreira | (11) 3094.2258 |  ester.ferreira@bm.com

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