GVcepe lança o Desafio Brasil 2014

Os principais clusteres de empreendedorismo e inovação do país se unem para realizar mais um ciclo do Desafio Brasil

São Paulo, agosto de 2014 – Realizado pelo Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas  (FGV-EAESP) e executado pelo Wenovate, o Desafio Brasil chega a sua 9ª edição.

As inscrições abrem no dia 18 de agosto e poderão ser feitas através da plataforma online (https://desafiobrasil.induct.no).

A principal novidade da 9a edição é que os empreendedores de todo o Brasil poderão se inscrever submetendo seu projeto a um dos seis principais clusteres de empreendedorismo e inovação do País. As regionais serão organizadas por parceiros locais em Belo Horizonte (MG), Campinas (SP), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Os parceiros regionais irão disponibilizar especialistas de suas redes para avaliar e dar feedback aos projetos, oferecer mentoria, bancas de investidores e prêmios.

O programa pretende identificar os empreendedores com ideias e empresas mais inovadoras e de maior impacto. Qualquer pessoa que tenha propostas de como ajudar a solucionar os desafios da sociedade pode submeter seu projeto pelo portal do programa (http://desafiobr.com.br/). Os inscritos poderão construir suas ideias ao decorrer da competição, interagindo com demais empreendedores, avaliadores convidados, potenciais parceiros, clientes e investidores conforme os interesses dos participantes.

Segundo Bruno Rondani, coordenador nacional do Desafio Brasil e diretor do Wenovate, o programa é mais uma oportunidade para o empreendedor desenvolver seu negócio e ganhar a visibilidade que precisa para fazê-lo atingir todo o seu potencial de impacto. “Hoje são muitas as competições disponíveis para os empreendedores. O Desafio Brasil se destaca por ser mais do que uma competição, é uma porta de entrada para novos empreendedores se integrarem às principais comunidades de inovação e empreendedorismo do país ”, diz Rondani.

Interessados se conectar ao Desafio Brasil 2014 devem acessar o site (http://desafiobr.com.br/) até o dia 24 de Setembro e compartilhar sua ideia.

A final nacional acontecerá no Open Innovation Week, evento organizado pelo Wenovate em São Paulo nos dias 2, 3 e 4 de dezembro.

Sobre o Desafio Brasil

O primeiro programa de fomento à inovação e empreendedorismo de alto impacto no País, o Desafio Brasil, tem como objetivo promover a educação e a capacitação de empreendedores, bem como, introduzir a cultura do empreendedorismo, do venture capital e da inovação em âmbito nacional.

Em 2013, o Desafio Brasil alcançou, pela segunda vez consecutiva, 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. Naquele ano, foram realizadas doze regionais. Como resultado, a competição registrou um recorde no número de inscrições envolvendo 5.150 empreendedores.

Sobre o GVcepe

O Centro de Estudos em Private Equity e Venture Capital (GVcepe) é o principal e mais confiável centro de pesquisas e dados a respeito da indústria de Private Equity e Venture Capital do Brasil. Desde 2003, promove projetos nas áreas de inovação, modernização dos negócios e desenvolvimento econômico através de competições, educação e capacitação. O centro tem como visão se tornar uma referência global de informações para empreendedores, investidores, parceiros e governos, sendo reconhecido internacionalmente por sua excelência e disseminação de conhecimento.

Sobre a FGV-EAESP

Criada em 1954, a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) foi a primeira escola de administração fundada na América Latina e mantém uma longa tradição na formação de líderes na área empresarial, governamental e acadêmica. Conhecida como um dos centros acadêmicos de maior prestígio nas áreas de Negócios e Administração Pública, a Escola se caracteriza pelo constante desenvolvimento de pesquisas e estudos pioneiros e pela vanguarda do conhecimento aplicado, divulgados em publicações e projetos realizados em seus diversos Centros de Pesquisas. Nos últimos anos, vários programas de seu portfólio de cursos foram listados em diversos rankings nacionais e internacionais. A FGV-EAESP se destaca como a Melhor Escola de Negócios no Brasil, com nota máxima na avaliação do MEC e como a 1ª instituição da América Latina e uma das poucas no mundo a obter a tríplice acreditação internacional de qualidade de ensino, que inclui o reconhecimento das seguintes agências: AACSB, EFMD e AMBA.

Câmara Brasil-Alemanha premia iniciativas inovadoras


Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação tem inscrições abertas até 22 de agosto

As inscrições para o Prêmio Brasil-Alemanha de Inovação de 2014 estão abertas até 22 de agosto por meio do site www.inobrasilalemanha.com.br. Criado pelo Departamento de Inovação e Tecnologia da Câmara Brasil-Alemanha (AHK-SP), o Prêmio visa identificar e reconhecer esforços inovadores realizados por empresas brasileiras e alemãs instaladas no Brasil.

Os projetos serão avaliados pelo seu grau de inovação e por aspectos como ineditismo, impacto na empresa, na sociedade e no meio ambiente, assim como possíveis relações com instituições alemãs utilizadas para o seu desenvolvimento.

Para Sofhia Harbs, diretora do Departamento de Inovação da AHK-SP, “o Prêmio é uma iniciativa que objetiva aumentar a visibilidade de projetos inovadores desenvolvidos no Brasil, incentivando o crescimento da competitividade através da inovação e apoiando o intercâmbio tecnológico e de conhecimento entre o Brasil e a Alemanha”.

Além da grande visibilidade e exposição a oportunidades de parcerias e negócios, as três primeiras colocadas no Prêmio receberão uma avaliação pela Porsche Consulting, envolvendo diagnóstico e consultoria. A grande vencedora terá o direito de indicar um representante para uma viagem à Alemanha, para participação em feira internacional (a ser definida pela AHK-SP de acordo com sua área de atuação).

Sobre a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK)

A Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK) é uma entidade que desenvolve um papel essencial no fomento das relações econômicas entre os dois países. Filiada à Confederação Alemã das Câmaras de Comércio e Indústria (DIHK), a Câmara Brasil-Alemanha atua como base para o fortalecimento e a diversificação dos negócios de seus associados, na atração de investimentos para o Brasil, na ampliação do comércio bilateral e na cooperação entre os países do Mercosul e da União Europeia.

No Brasil há 98 anos, a Câmara Brasil-Alemanha congrega 1.700 associados, entre empresas de capital ou know how alemão instaladas no Brasil e companhias brasileiras e alemãs voltadas ao comércio exterior, e conta com 220 funcionários atuando em 14 cidades brasileiras. Por meio da Câmara Brasil-Alemanha, os associados se beneficiam de uma rede de mais de 114 câmaras espalhadas em 81 países, além de 83 entidades do gênero na Alemanha.

Informações à imprensa:
Silvia Russo – (11) 5187-5134 / jornalista@ahkbrasil.com

Núcleo de Inovação da Natura comemora dois anos dois anos de atuação na Amazônia


Parceria com a FAPEAM, comunidades e o programa de bolsistas in company são algumas das ações implementadas na região com apoio da multinacional brasileira de cosméticos.

O Núcleo de Inovação Natura Amazônia (NINA) comemora dois anos de atuação na Amazônia no dia 16 de agosto. Neste período, a unidade da Natura realizou projetos que contribuíram para a inovação e desenvolvimento da Amazônia. Dentre elas, estão a parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), a organização do Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos e a expansão de parcerias junto às comunidades extrativistas da região. Com sede em Manaus (AM), o NINA faz parte do Programa Amazônia da Natura e tem como missão contribuir com o desenvolvimento do sistema regional de inovação através de sua atuação em rede, junto aos demais atores desse sistema, no desenvolvimento inovação a partir de oportunidades relacionadas à sociobiodiversidade amazônica.

Por meio da parceria com a FAPEAM, foram promovidas iniciativas conjuntas para o desenvolvimento de competências nos profissionais que desejam atuar no estado do Amazonas com a gestão da inovação e transferência de tecnologia. Atualmente, o NINA conta com quatro bolsistas que, ao mesmo tempo em que desenvolvem projetos de interesse para a companhia, ampliam competências para a inovação e o desenvolvimento tecnológico.

Para a bolsista Marta Siza, o grande diferencial é a oportunidade de vivenciar toda esta experiência dentro de uma empresa que é referencia nos segmentos de inovação e sustentabilidade. “Isso agrega muito mais valor ao conhecimento que estamos adquirindo aqui”, pontua. E a bolsista Juliana Barros, não pensou duas vezes para se candidatar. “Na academia nós vemos a teoria e aqui temos contato com a boa prática. Esse é o maior diferencial, poder desenvolver um projeto de formação dentro da empresa”, revela.

O ineditismo dessa ação reforça o papel que a Natura desempenha como articuladora de inovação na região Norte. “No NINA, as bolsistas participam da parte prática de todos os processos relacionados a um projeto. Elas integram workshops e treinamentos, que certamente contribuem de forma diferenciada para esta capacitação”, explica o gerente geral do NINA, Iguatemi Costa.

No mês de aniversário do NINA haverá uma apresentação formal dos resultados parciais desse programa para os principais executivos da Natura a diretoria da FAPEAM. “Na ocasião, também deverá ser ratificada entre as partes a continuidade do programa com objetivo de reforçar o desenvolvimento tecnológico, tão relevante para o sistema de inovação regional”, adiantou Costa.

No mês de julho também foi firmada uma parceria que irá oferecer mais de 30 bolsas de várias modalidades que serão implementadas nos projetos científicos desenvolvidos pela Natura e parceiros na região. “A parceria consolida o relacionamento desenvolvido com a FAPEAM ao longo dos dois anos do NINA e apresente saldo bastante positivo no que se refere à estratégia da Natura para alavancar projetos de desenvolvimento na Amazônia”, disse o gerente.

Com o objetivo de fomentar o desenvolvimento de novas pesquisas, o NINA possui parcerias também com outras instituições locais: a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA).

Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos

Outra ação do NINA focou na valorização do pesquisador e da sua pesquisa. No início do ano, a Natura anunciou a vencedora do Prêmio Natura Campus de Ingredientes Vegetais Amazônicos, a pesquisadora Ana Cristina da Silva Pinto, bolsista do Programa de Capacitação Institucional (PCI), do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). A pesquisadora concorreu com o projeto de um repelente e inseticida natural no combate aos mosquitos da dengue e malária, tendo como ingrediente principal a pimenta-de-macaco (Piper aduncum).

A iniciativa recebeu 30 inscrições e as propostas foram avaliadas por uma banca científica mista composta por cinco pesquisadores, sendo três da Natura e dois estudiosos brasileiros da área de produtos naturais e farmacognosia, que se reuniram durante dois dias em Manaus para avaliação cuidadosa do material submetido. O processo de avaliação focou na qualidade dos ingredientes apresentados, independente da aplicação em cosméticos, além da quantidade de ingredientes utilizados na pesquisa.

“Vencer essa premiação, concorrendo com pesquisadores de toda a Amazônia foi muito importante. Serviu como reconhecimento profissional na minha carreira como pesquisadora recém-formada”, comenta Ana Cristina, que informou que graças ao prêmio, no valor de R$ 30 mil, será possível investir na continuidade da outra etapa da pesquisa sobre o tempo de ação do produto desenvolvido, além de ampliar o estudo para outras espécies de plantas.

O Prêmio Ingredientes Vegetais Amazônicos visa reconhecer pesquisadores da região amazônica que acreditam e investem no uso sustentável da biodiversidade brasileira e que contribuíram para o avanço da ciência através do desenvolvimento de ingredientes vegetais do Bioma Amazônico.

Comunidades Extrativistas

A Natura elegeu a região amazônica como um dos territórios prioritários de sua expansão. Dentro de um modelo sustentável, sem colocar em risco a maior floresta tropical do mundo, a empresa obtém insumos para seus produtos e, em contrapartida, oferece uma série de benefícios às comunidades extrativistas.

Somado ao mais recente empreendimento do Programa Amazônia na região, inaugurado em março deste ano, o Ecoparque, a nova fábrica de sabonetes da empresa, será possível triplicar a produção até 2015, ampliar o uso de insumos e reduzir os custos pela concentração do processo industrial próximo a cadeia de fornecimento.

Atualmente, a Natura trabalha em parceria com 25 comunidades no Amazonas e no Pará, beneficiando 2.171 famílias. E esse número deve aumentar nos próximos meses com a implantação de projetos previstos pelo Programa Amazônia. Entre os benefícios recebidos estão os cursos de capacitação para formar lideranças e subsídios para formação de associações ou cooperativas que intermediam a relação da comunidade com a Natura e com o restante do mercado. Além disso, a empresa ainda proporciona à população local capacitações técnicas de produção agrícola ou extrativismo e beneficiamento das matérias-primas cultivadas pelas comunidades.

“A nossa meta é que o NINA se torne um aliado no desenvolvimento da Amazônia, através das suas ações de fomento à pesquisa e inovação e, com os resultados que temos alcançados, acredito que estamos no caminho certo. Há dois anos assumimos o compromisso de estimular o crescimento do ambiente científico local e essa meta será permanente”, apontou Iguatemi Costa.

Assessoria de Imprensa Natura
Ester Ferreira | (11) 3094.2258 |  ester.ferreira@bm.com

Wenovando no Empreendedorismo


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Nos últimos três meses, concentramos nossos esforços em uma nova frente de trabalho que abraçamos com muita satisfação, o Programa InovAtiva Brasil 2014, uma iniciativa do MDIC – Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, para capacitar empreendedores e acelerar seus negócios em todo o país, executado pelo Wenovate – Open Innovation Center.

Alegria de um lado, dedicação de outro, foram e têm sido dias que exigiram atenção dobrada de nossas equipes junto ao cliente e a parceiros, além de todos os envolvidos neste grande consórcio, no qual entramos para contribuir com nosso expertise na criação de redes colaborativas, ativação e animação destas redes, além de outras metodologias em inovação aberta.

Passado o evento de lançamento, que também nos envolveu fortemente neste período, voltamos com uma edição especial do Boletim Inovação Aberta, dando destaque ao empreendedorismo inovador, por meio de matérias, entrevistas e notícias relacionadas, além da cobertura completa do evento realizado no dia 29 de maio.

Esperamos tê-los conosco, mais uma vez, dando sua opinião no blog, comentando em nossa página do facebook e interagindo em todos os canais Wenovate.

Um grande abraço!

MDIC e Wenovate lançam InovAtiva Brasil 2014


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Empreendedores inovadores com grandes ideias terão uma importante ferramenta para alavancar seus negócios. Trata-se do programa InovAtiva Brasil 2014, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), executado pelo Wenovate – Open Innovation Center. Lançado no último dia 29, em São Paulo, o programa foi elaborado em parceria com McKinsey&Company, Endeavor e SENAI.

O InovAtiva Brasil será totalmente gratuito e oferece capacitação em gestão empresarial a empreendedores de negócios inovadores. O acesso é feito pela internet na modalidade de cursos MOOC (massive online open courses) e utiliza material audiovisual e textos focados nas melhores e mais modernas práticas empresariais. As incrições começaram no dia 02 de junho e encerram-se no dia 31 de julho.

Na primeira fase, que será totalmente online, todos os inscritos terão acesso ao material de capacitação, preparado pelo especialista em empreendedorismo Marcelo Nakagawa. Os trezentos projetos que demonstrarem maior potencial serão selecionados para a segunda fase, quando os empreendedores receberão apoio presencial e individualizado de mentores ­­- empreendedores bem sucedidos, executivos de grandes empresas e consultores de mercado.

inovativa_1Após a etapa de mentoria, os empreendedores mais bem preparados avançam para uma terceira fase em que têm a oportunidade de interagir com potenciais investidores e parceiros. A capacitação nesta fase consiste em bootcamps, bem como na apresentação das empresas para bancas de empreendedores e potenciais investidores.

Além de universal e gratuito, o formato do programa é também inédito no mundo. “Já encontramos sites de capacitação, competições de start-ups, plataformas de mentoria e plataformas de conexão com investidores. Mas nada como o InovAtiva, que junta tudo isso em uma coisa só”, afirmou Marcos Vinícius, Diretor de Fomento à Inovação do MDIC.

A cerimônia de lançamento foi realizada no prédio da Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo, e contou com a presença do Ministro do Desenvolvimento Indústria e Coméricio Exterior, Mauro Borges Lemos, o presidente do Wenovate, Bruno Rondani, além de representantes do SENAI, McKinsey&Company, Endeavor e outras empresas.

inovativa_2Em pronunciamento, o Ministro Mauro Borges destacou a importância de um programa como o InovAtiva para que o sistema brasileiro de inovação, ainda precário em estrutura, alcance maior maturidade. “É como se a inovação no Brasil fosse uma onda enorme, mas o inovador aqui tivesse apenas uma prancha rudimentar para surfá-la”.

Ele também ressaltou a necessidade do conhecimento na área de negócios para que projetos inovadores prosperem. “Temos, por exemplo, uma grande capacidade instalada na área de pesquisa nas universidades, mas não temos muitos empreendedores com uma boa formação na área de negócios. Essa é a demanda que o programa veio suprir”.

De acordo com o gerente de operações do SENAI, Gustavo Leal, a parceria com o MDIC é fundamental, pois abre-se uma enorme janela de oportunidades para envolver outros atores no processo de inovação. “Deixa de ser um apoio somente técnico e passa a envolver aspectos de empreendedorismo e investimentos, que são fundamentais para o sucesso dessa ação”.

inovativa_3Romero Rodrigues, CEO e fundador do Buscapé Company, também estava presente na cerimônia de lançamento do InovAtiva e falou da sua própria experiência para ilustrar a importância da capacitação para a inovação. “Quando conseguimos o nosso primeiro investimento, não pensamos apenas na parte estritamente financeira: escolhemos um investidor que trabalhava com um grupo de pessoas que tinham vindo de banco, consultoria, que tinham contatos com fundo de investimento, e assim podiam, mais do que com dinheiro, ajudar com ideias e práticas de gestão”.

Vitrine para Grandes Empresas

Para Bruno Rondani, presidente do Wenovate, organização responsável pela execução das três fases do programa, há uma necessidade das grandes empresas no Brasil de se conectar com start-ups. “Quando as empresas começaram a nos procurar, nós focávamos sempre em parcerias com universidades, tentando envolver pesquisadores em seus programas internos. Porém, nos últimos anos, elas têm procurado se conectar também com comunidades de empreendedores. Nós criamos alternativas para que essa interação aconteça, e sempre da maneira mais horizontal possível”.

Luís Cassinelli, diretor de inovação corporativa da Braskem, destaca a complementaridade entre as grandes empresas e start-ups. “No dia a dia, a grande empresa está muito preocupada com o seu core business, aquilo que faz ela gerar caixa. Já a start-up precisa partir de um negócio novo para competir dentro do mercado. A questão toda é encontrar sinergia entre estas duas coisas”.

Para ele, o InovAtiva Brasil pode servir como vitrine para pequenos empreendedores, o que pode gerar esse link com as grandes empresas. “Muitas empresas pequenas têm boas tecnologias e não conseguem expor no mercado seu potencial. É muito importante você ter alguém que faça essa conexão. Essa tecnologia pode ser de extremo interesse de uma grande empresa”.

InovAtiva 2013

Em 2013, a edição piloto do InovAtiva Brasil teve cerca de 3,5 mil empreendedores inscritos de 350 municípios e 24 estados. Foram 1.635 projetos submetidos na primeira fase, 50 selecionados para a segunda etapa e 20 para a terceira.  Outros números também chamam a atenção, como a participação de 2 mil pessoas nos eventos de  divulgação, 210 mil visitas ao site oficial do programa e 6,6 mil curtidas no Facebook.

Um dos finalistas do InovAtiva Brasil em 2013, Rui Miadaira, conta que a participação no  programa foi um impulso na busca por um sonho. “Foram poucos meses em que aceleramos pelo menos uns três anos de aprendizado. E só quem empreende sabe o real valor do tempo”, comentou.

Entre os projetos inscritos para a primeira edição do InovAtiva, o setor com maior representatividade foi o de internet e software (43% do total), seguido pelo de varejo e serviços (21%), ambiental (4%), indústria de transformação (3%), biotecnologia e fármacos (2%) e eletrônicos (2%).

Acesse o portal e assista o vídeo de lançamento do Programa.

Desafio Intel 2014: final da etapa Brasil é marcada por clima de colaboração


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Na última quinta-feira, dia 05 de junho, aconteceu em São Paulo a final do Desafio Intel LAR 2014 – Etapa Brasil. Realizado pela Intel, a iniciativa conta com a correalização do Wenovate responsável pela metodologia, rede de mentores, avaliadores e banca final.

Em sua 9ª edição, o programa que surgiu como Desafio Brasil através de uma parceria com a FGV, mantém seu objetivo de fomentar o ecossistema e nesse ano novamente incentiva empreendedores de alto impacto que possuam negócios e soluções alinhadas à estratégia corporativa da Intel.  Com a contribuição do Wenovate, o evento esse ano foi marcado pela colaboração entre os finalistas e a rica troca de experiências incentivada através das atividades incluídas na programação.

O evento foi aberto por Steve Long, VP da Intel América Latina. “Empreendedorismo é parte do que somos, temos uma meta ambiciosa e certamente teremos que nos arriscar, ter perseverança e paixão para chegarmos lá”, ressaltou.

Na sequência, Ricardo Arantes, diretor de investimentos da Intel Capital, apresentou os números de Venture Capital da companhia no Brasil e no mundo. “A Intel Capital tem atualmente mais de 400 empresas no seu portfólio. No Brasil, em 14 anos de atuação, fizemos 20 investimentos e 8 saídas”, lembrou o executivo.

Em seguida os empreendedores do desafio deram início aos pitchs diante da banca avaliadora e demais participantes. Na banca estavam Bruno Rondani (Wenovate), Rafael Levy (Allagi), Gustavo Goldenberg (SPventures) e Rafael Campos (Effectua Capital). No total foram 9 finalistas a se apresentarem:

ed033_desafiointel21José Henrique Fernandes, da Bliive, falou sobre sua plataforma colaborativa de troca de tempo. Marques Zahdi e Luiz Gustavo Maia, da Antares, mostraram os detalhes de sua plataforma de jogos educativos. Os fundadores da Project Robot, Antonio H. Dianim e Felipe Leal, apresentaram o pitch sobre o empreendimento que desenvolve robôs com interface amigável, interatividade e design simpatizante. Na área de agrobusiness, Karin Cervera apresentou sua startup com Evandro Gomes, a AGVET. Juntos eles desenvolvem a ferramenta AIT para monitoramento do mercado agropecuário em real time. O empreendedor Ricardo Serro da startup Bons Treinos desenvolveu um aplicativo que mantém as pessoas fisicamente ativas e apresentou detalhes do negócio para os juízes da final do Desafio Intel 2014. Thiago Kist Gonçalves, CEO da Kist Company, e seu time apresentaram o Manago Live, uma tecnologia (equipamento all-in-one) para portabilizar e acessibilizar transmissões em live streaming. Celio Souza apresentou o pitch da Cherub, plataforma educacional para educação básica. Orlando Purim, da ATAR Technologies, explicou a inovação de sua tecnologia, o Atar Ring, um anel que substitui os itens que a pessoa carrega em seu bolso e senhas que precisa lembrar. Alexandre Kanas e Gabriel Liguori representaram a startup Adoleta, com um aplicativo que permite o acompanhamento da saúde da criança, integrando pais e filhos.

O grande vencedor foi a plataforma colaborativa Bliive, com sua proposta de “troca de tempo” entre usuários. Neste ambiente qualquer pessoa pode colocar seu tempo à disposição oferecendo horas de algo que saiba fazer e queira ensinar nas mais diversas áreas (esportes, idiomas, artes etc.). Ao disponibilizar seu tempo, o usuário adquire uma pontuação ou moeda de troca que pode ser utilizada para comprar horas de outro usuário. Mais informações podem ser acessadas em www.bliive.com. Ao final do evento todos os empreendedores que competiram receberam placas de finalistas.

Os 8 vencedores, um de cada país participante, se reunirão para o YouNoodle Camp no Vale do Silício em Julho de 2014, com viagem, hospedagem e bolsa de estudos pagos. Após esta viagem, os 5 vencedores ganharão também uma segunda oportunidade de vivenciar o ecossistema de empreendedorismo do Vale do Silício para participar do Intel Global Challenge na Universidade de Berkeley em Outubro de 2014.

Os semifinalistas criarão um grupo para que as experiências e conhecimentos do vencedor no Vale do Silício sejam compartilhados com os outros semifinalistas que não tiveram a oportunidade de ganhar a viagem.

Pás para turbinas eólicas


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Nesta edição especial, entrevistamos Bento Koike, fundador da Tecsis, empresa brasileira líder  na fabricação de pás para turbinas eólicas. Empreendedor nato, ele nos conta em detalhes como foi sua trajetória à frente da empresa.

Wenovate - A ideia de fabricar pás para turbinas eólicas sempre existiu, ou derivou de alguma outra iniciativa?  Qual foi o primeiro produto da empresa e qual é o principal produto hoje?

Bento Koike - Foi um processo de desenvolvimento em minha trajetória profissional. Eu me formei no ITA. Lá tive contato com a tecnologia aeroespacial e com tecnologia de materiais compostos, que, anos depois, utilizei amplamente no processo de desenvolvimento e produção de pás para turbinas eólicas.

Também tive oportunidade de participar de  um projeto internacional, na Alemanha, que me proporcionou conhecimento sobre o setor de energia eólica. O projeto consistia justamente no  desenvolvimento de uma turbina eólica, pequena, se comparada aos projetos de hoje, mas que para a época era de grande porte. 

Depois fundei, juntamente com alguns colegas do ITA, uma empresa que produzia os principais componentes para o Programa Espacial Brasileiro utilizando materiais compostos.  O nome dessa empresa era Composite.

Quando deixei essa empresa, fiz uma viagem à Europa em busca de oportunidades de negócios e visitei um fabricante alemão de turbinas eólicas. Na conversa, surgiu a possibilidade de fabricar as pás no Brasil e exportá-las para a Alemanha. Juntei essa oportunidade com a experiência acumulada anteriormente e, assim, fundei a Tecsis em conjunto com dois outros engenheiros.

A pá foi o primeiro produto, mas desde o início trabalhamos com pás customizadas, isto é, produtos que atendem às necessidades de cada cliente e às especificidades de cada novo projeto de turbina. Assim, de certa forma, fazemos diversos modelos de pás, sempre customizadas. Além disso, apesar de ser uma indústria, a Tecsis tem forte integração com o setor de serviços, pois oferece serviços de pós-venda (assistência técnica, manutenção etc.) e também de engenharia, participando do desenvolvimento e certificação de cada nova pá concebida pelos clientes.

Wenovate - Hoje vocês são líderes nacionais na fabricação de pás, fornecendo para os maiores produtores de turbinas do mundo. Você imaginava alcançar essa liderança lá em 1995? O que foi mais importante nesse processo, um bom planejamento ou a capacidade de se adaptar às oportunidades?

Bento Koike - Somos líderes no mercado mundial na produção de pás customizadas, mas confesso que não imaginava que atingiríamos o porte a que chegamos, embora sempre tenhamos buscado fazer um negócio relevante para a sociedade. Quando fundei a Tecsis, minha motivação era criar um negócio de forte base tecnológica, inovador e que, de alguma forma, fizesse diferença na sociedade, contribuindo para a qualidade de vida das pessoas. Quando conseguimos nossos primeiros contratos, nosso foco era o de fazermos produtos que se destacassem pela qualidade e encantassem nossos clientes. Sendo assim, eu já tinha o sonho de liderança, mas não necessariamente em market share, o que depois acabou se tornando realidade como consequência do diferencial que criamos.

É importante ter planejamento, mas, ao mesmo tempo, desenvolver capacidade de adaptação às oportunidades. A visão estratégica é necessária e deve ser seguida. É o que orienta nosso caminho. Mas, como todo mercado tecnológico, que se cria a partir de uma inovação disrruptiva, a energia eólica cresceu de maneira rápida com muita volatilidade, em diferentes geografias e tendo mudanças rápidas de maturação tecnológica. A agilidade para nos adaptarmos às radicais mudanças, para atender às demandas do mercado, foi realmente o nosso grande desafio. Se não identificar as mudanças e se adequar ao novo ambiente, uma empresa se torna engessada e não sobreviverá à dinâmica do mercado.

Wenovate - Nestes quase 25 anos de empresa, quais foram os maiores desafios enfrentados? Em que momentos foi preciso se re-inventar e por quê?

Bento Koike - Creio que o maior desafio foi sempre manter a cultura de inovação, tanto na Composite como na Tecsis. Sem essa cultura, a Tecsis não chegaria ao patamar de liderança tecnológica que possui hoje e ao seu  porte atual (fatura US$ 700 milhões por ano).

Outro desafio é manter a equipe motivada e alinhada em torno de objetivos comuns. Isso cria o ambiente favorável à inovação e ao atendimento das exigências impostas por um mercado de concorrência acirrada e alto nível de sofisticação.

Em uma companhia de forte base tecnológica e que tem na inovação um de seus mais preciosos ativos, a reinvenção é permanente, seja no produto, seja na gestão e na estratégia do negócio. Cito alguns casos:

- Quando deixei a Composite, tive que reinventar minha carreira e buscar um novo empreendimento que fosse compatível com meu sonho.

- Anos depois de fundar a Tecsis, nosso maior cliente fez uma oferta para comprar a companhia. Não aceitamos e isso prejudicou a relação entre nós. Tivemos que abrir mão dos contratos com ele e nosso faturamento caiu fortemente. Saímos ao mercado e conquistamos outros clientes. Hoje, somos o maior fornecedor de pás para a GE Energy e de outros pesos pesados do mercado como Alstom, Gamesa e Siemens.

- Após os primeiros anos de operação, sentimos um novo desafio se delineando. O mercado mudava os produtos cada vez mais rapidamente. Percebemos que o tempo para lançar novos modelos era crítico para a competitividade de nossos clientes. Ajustamos a empresa para ajudar nossos clientes a lançarem novos produtos de forma mais rápida. Para isso, fortalecemos ainda mais a nossa engenharia, fizemos a aquisição de um experiente escritório de engenharia na Espanha, montamos diversas bases de ensaio estrutural das pás e inovamos ao colocar robôs para usinar os modelos das novas pás. Passamos a ser os mais rápidos no mercado em transformar protótipos de desenvolvimento em produtos homologados e, em seguida, em estabelecer uma produção seriada de alto volume.

* Bento Koike graduou-se em engenharia aeronáutica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) onde fez também pós-graduação em estruturas aeroespaciais. Trabalhou como pesquisador no Centro Técnológico Aeroespacial (CTA) e no Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Alemanha, onde teve a oportunidade de aprofundar sua pesquisa em materiais avançados e estruturas aeroespaciais. Aprimorou sua especialização realizando pesquisas no Canadian Communications Research Center. 

Ações da Allagi crescem no estado de Minas, com novos clientes e operação local.

Anderson Rossi, consultor e professor na área da gestão da Inovação, está no comando das ações da empresa em duas frente distintas. A primeira diz respeito a projetos de fomento à Inovação, junto aos principais agentes do sistema Nacional de Inovação, bem como à Lei do Bem. A segunda está diretamente ligada ao processo de consultoria em gestão da Inovação, geração de ideias e projetos para fortalecimento da cultura de Inovação.

Lei do bem: atenção ao prazo para entrega da DIPJ

A pessoa jurídica que usufrui os incentivos fiscais à inovação tecnológica deverá prestar informações sobre os valores de incentivos aproveitados na DIPJ do ano-calendário respectivo, até o último dia útil do mês de junho do ano seguinte. O prazo para entrega da DIPJ 2014 é 30/06/2014.

Mais um artigo publicado com sucesso

No último dia 20 de maio, recebemos a notícia da aprovação e publicação do artigo denominado “Inovação responsável além das fronteiras: tensões, paradoxos e possibilidades” no Journal of Responsible Innovation, que contou com a participação do Wenovate. O artigo está disponível no link:  http://dx.doi.org/10.1080/23299460.2014.922249