Propriedade Intelectual: como encontrar o equilíbrio entre competição e colaboração?

No debate com os painelistas no primeiro dia do Open Innovation Seminar, surgiu um tópico notoriamente controverso: propriedade intelectual. As leis que regulam a propriedade intelectual garantem os direitos daqueles que investem em inovação, além do retorno financeiro, mas, ao mesmo tempo, a mesma proteção pode representar uma barreira ao avanço do conhecimento, uma vez que nem toda a sociedade terá acesso à inovação.

Veja o que três panelistas do primeiro dia da OIW têm a dizer sobre o assunto:

foto_SkinnerLayneSkinner Layne, fundador da Exosphere

“Na nossa era, a informação precisa ser livre. A ideia de propriedade intelectual está ultrapassada, ela aprisiona a informação de uma maneira que não podemos usá-la. A sociedade é a grande beneficiada quando corporações não tem o monopólio da propriedade intelectual. Quando isso acontece, elas precisam inovar mais e mais rápido para conseguir se manter no mercado. E é isso que elas devem fazer”.

foto_SergioCavalcanteSergio Cavalcante, CEO do C.E.S.A.R.

“Acho que é indiscutível que a sociedade como um todo é a grande beneficiada quando a informação é livre. Mas como proteger os pequenos inovadores das grandes corporações se acabarmos com a propriedade intelectual? O pequeno empreendedor precisa ter proteção. As grandes corporações são concorrentes desiguais em relação ao pequeno inovador, que pode ser facilmente passado para trás. É uma questão complexa”.

foto_LuisCesarVerdiLuis Cesar Verdi, Vice-Presidente Sênior da SAP

“Não podemos nos livrar do sistema de propriedade intelectual. Sem ele, as pessoas capazes de inovar não o farão. É preciso encontrar um meio termo. Com nossos parceiros de tecnologia, fazemos o seguinte: temos um acordo comercial com os desenvolvedores, mas o capital intelectual pertence a eles”.

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Qual será sua principal contribuição na Open Innovation Week 2014?

foto_MarkusWillDr. Ing. Markus Will
Head of Fraunhofer IPK Project Office Brazil

Esse ano a Open Innovation Week também sediará o Brazilian-GermanInnovation Congress. Este novo módulo reúne indústria, pesquisa e política de ambos os países para discutir dois aspectos principais da inovação de sucesso: desenvolvimentos tecnológicos práticos e os processos de negócio certos para colocá-los no mercado. No Fraunhofer IPK acreditamos que uma coisa não existe sobre outra. Junto com nossos parceiros e especialistas internacionais, vamos demonstrar boas práticas de pesquisa aplicada, bem como ferramentas de gestão inovadoras que garantam que o “Capital Intelectual” se transforme em sucesso empresarial tangível. Seguindo o lema da iniciativa de apoio do Governo – “Alemanha e Brasil. Quando ideias se encontram.” – o objetivo deste congresso é aprender com exemplos bem sucedidos de cooperação entre empresas e pesquisadores, para encontrar formas eficazes de unir ainda mais “mundo científico” e “mundo prático” no futuro.

foto_NewtonCamposNewton M. Campos
Prof. PHD , FGV

“O dinheiro é a parte menos importante do processo empreendedor.” Quem disse isso foi Georges Doriot, considerado o pai do Venture Capital moderno. Potenciais empreendedores tendem a achar que recursos financeiros combinados com inovação resolverão a maior parte de seus problemas. Se fosse assim, hoje estaríamos usando Google Plus ao invés de Facebook. Desde que comecei a vivenciar o empreendedorismo, ainda na década de 1980, me chamou muita atenção a dinâmica quase irracional que o processo empreendedor frequentemente assume. Depois de anos de prática empresarial, essa constatação me levou a estudar os principais recursos sociais utilizados por empreendedores de economias emergentes, sem dúvida alguma os recursos mais importantes que eles podem chegar a ter ou desenvolver. Vamos calcular seu conjunto de recursos sociais? Essa será minha principal contribuição à Open Innovation Week 2014.

foto_MarceloPrimMarcelo Prim
Especialista em Desenvolvimento Industrial, SENAI

Nossa contribuição será a de criar um ambiente de negócios, conectando as startups presentes no evento com problemas de grandes empresas. Esse ambiente será uma demonstração do que queremos fazer nos institutos SENAI, ou seja, um ambiente aberto e colaborativo para resolução de problemas da indústria. Para tal, seis times compostos por alunos e especialistas do SENAI criarão ideias a partir de desafios da sociedade, que foram analisados e desdobrados por indústrias parceiras em desafios da indústria. As ideias serão utilizadas para conectar as startups com as grandes empresas, com o auxílio de especialistas do SENAI. Portanto, a equipe vencedora será a que gerar ideias, que conseguir conectar mais startups com empresas, e submeter essas ideias para mecanismos de fomento, como o edital SENAI SESI de inovação, que estará recebendo propostas no evento.

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Quais os desafios de acelerar negócios em cenários de crise econômica e como as aceleradoras lidam com isso?

foto_PedroWaengertnerPedro Waengertner
Aceleratech

Crises vem e vão. É um aspecto do mercado. Uma coisa que sempre dizemos aqui na Aceleratech é que faturamento e lucro nunca saem de moda. Acreditamos que o propósito de uma aceleradora é, mais do que preparar a empresa para receber investimentos, torná-la sustentável do ponto de vista financeiro. Creio que o primeiro conselho é organizar a oferta e a estratégia de vendas de modo a conseguir chegar no ponto de equilíbrio (break-even) o mais rápido possível. O melhor financiamento é sempre aquele feito pelos próprios clientes do negócio.Na hora de discutir a oferta, é importante ter a visão macro-econômica e entender que outros agentes do mercado também serão afetados pela crise, naturalmente cortando custos de áreas não essenciais ao negócio. Portanto, é fundamental que a oferta da startup esteja muito alinhada a um destes dois alicerces: cortar custos ou aumentar receitas. Se for algo supérfluo, a tendência é que tenha muito mais dificuldades de monetizar. Por último, é importante que o mercado escolhido seja grande suficiente e menos afetado pela crise. São decisões duras, porém fundamentais para a sobrevivência do negócio.”
+info: http://aceleratech.com.br

foto_BedyYangBedy Yang
Br Innovators

Empreendedores trabalham bem com recursos escassos e crise econômica muitas vezes pode significar novas oportunidades. Além disso, grandes empresas e investidores institucionais também estão mais abertos para fazer parcerias e escutar novas soluções quando sentem que a economia não está tão bem. Por outro lado, o capital se torna muito mais escasso para apoiar inovação, pois a maioria dos investidores prefere preservar capital, embora melhor fosse aproveitar para investir nas oportunidades geradas pela crise.A escassez do capital dificulta o trabalho das aceleradoras. Para muitas, uma das métricas principais é a quantia de capital que as empresas captam com outros co-investidores, pois isso normalmente permite que as startups possam sobreviver por um tempo maior no mercado e investir no produto, equipe e distribuição. Na “500 Startups”, por exemplo, todas as empresas que buscaram capital fora conseguiram investimento adicional. O importante não é quanto a empresa capta, mas sim o resultado de longo prazo, mas capital investido de curto prazo compra tempo para as startups. A recomendação para as empresas em crise e com recurso limitado é chegar no break even (ponto de equilíbrio) o mais rápido possível, pois depois as que sobreviverem estarão muito bem posicionadas no mercado. É como a letra da música “What doesn’t kill you makes you stronger” (o que não mata te faz mais forte).
+ info: http://www.brazilinnovators.com

foto_JuanBernaboJuan Bernabó
Germinadora

A Germinadora não foi pensada como uma aceleradora convencional. Nossa ideia é criar negócios que sejam bons desde o começo, lucrativos, e que não necessitem de injeção de capital o tempo inteiro. Nosso foco são empresas que tenham margem, que resolvam problemas reais de pessoas reais, ou seja, mesmo em um cenário de crise econômica, você vai precisar daquele tipo de serviço. Somos independentes financeiramente, então não há pressa de em 2 anos sair de alguma empresa (à qual nos associamos), somos um investidor paciente.Quando viemos para o Brasil, achamos mesmo que não seria fácil lidar com questões macroeconômicas. Na crise mudam os índices, alguns negócios se tornam realmente inviáveis para atores que só funcionam com o mercado em “subida”. Algo interessante que fazemos a cada 3 meses é rodar um programa para descobrir negócios que funcionam fora desse cenário economicamente problemático e que circundem tal problema, oferecendo soluções para eles.
+ info: http://www.germinadora.com

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Como a sua empresa, reconhecidamente praticante de inovação aberta, se relaciona com as startups?

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Sua empresa está prevendo aumentar, manter ou diminuir os investimentos em inovação neste ano?

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O que você aprendeu recentemente em gestão da inovação que gostaria de compartilhar?

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Que razões e motivações o levam a participar do Open Innovation Week 2013?

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Existe algum caso que você possa compartilhar de alguma iniciativa que não saiu como o esperado, mas que, na sequência, produziu aprendizados e ideias que ajudaram a sua instituição a inovar?

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