A inovação aberta ganha-ganha do gigante Bradesco


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Equipe InovaBRA.

O inovaBRA é um programa  de inovação aberta do Banco Bradesco voltado a descobrir projetos inovadores de startups que tenham soluções aplicáveis ou com possibilidade de adaptação no setor de produtos e serviços financeiros e que possam criar novas soluções para o Banco. A proposta é que as empresas estejam preparadas para apresentar inovações nas seguintes áreas: meios de pagamento, canais digitais, produtos, seguros e Banco do Futuro, que engloba iniciativas que possam ser adotadas nos próximos anos por qualquer área do Banco.

Já estamos pensando no que oferecer para a próxima geração bancária. Este é um projeto onde todos ganham: o cliente Bradesco, que tem acesso a produtos e serviços inovadores; o Banco, que mantém sua tradição e pioneirismo, criando um novo canal para gerar inovação; e as startups, que têm a oportunidade de alavancar negócios em parceria com um grande apoiador.

A iniciativa é uma grande oportunidade para as startups ganharem visibilidade no mercado e iniciarem um trabalho com base em demandas reais. O grande diferencial do programa é a inovação no modelo de negócio, pois as empresas irão trabalhar com base em necessidades reais apontadas pelas unidades de negócio do Banco, diluindo o risco da inovação. Além disso, vão contar com conselhos e orientações dos principais executivos da instituição, acesso aos principais líderes das unidades de negócio – com objetivo de moldar a solução para uma grande instituição financeira -, assistência na gestão e mentoria. E poderão finalmente testar a solução apresentada em um dos maiores bancos do País.

Atualmente o acesso a tecnologias para gerar inovação está ao alcance de todos. Por isso, resolvemos apostar em mesclar o nosso processo fechado de inovação com um processo aberto, que nos permita buscar, apoiar e apostar em boas ideias. Nosso objetivo é criar um canal de interação com empresas que estão na fronteira da criação, têm agilidade para se adaptar aos novos desafios propostos, mas precisam do apoio para uma boa gestão de seu negócio.

O programa terá duração de 10 meses, sendo quatro destinados ao processo seletivo e seis meses para o processo de interação com o Banco, incluindo melhorias na gestão, busca de sinergia estratégica, operacional e mercadológica.

A primeira fase é composta por três etapas:

- Primeira: divulgação do programa e inscrição das empresas, que ocorre de 05/08 a 17/10.

- Segunda: seleção de até 40 startups pela avaliação do questionário preenchido pelas empresas durante a inscrição. Essas empresas passarão por um processo de imersão para conhecer o banco e serão avaliadas nos seguintes quesitos: qualificação da equipe, potencial de geração de valor, capacidade de entrega, potencial de inovação e mensuração de risco.

- Terceira: serão selecionadas 20 startups que passarão por avaliação de um grupo de executivos do Banco.

Cerca de 10 empresas seguirão para a fase de concepção do projeto, na qual receberão orientação com relação a uma demanda associada a uma necessidade real do Banco. Consequentemente, terão apoio no desenvolvimento do produto ou serviço e adaptação da solução ao ambiente do Bradesco.

Ao final do programa, as empresas que concluírem com sucesso a formatação de suas soluções terão a possibilidade de comercializar seus produtos para o Bradesco. O Banco poderá ainda ser um investidor estratégico das empresas.

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Autossuficiência, criatividade e inovação: como a Cristalia Produtos Químicos e Farmacêuticos Ltda. se tornou fabricante líder de medicamentos no Brasil

ed034_sui_OgariPacheco2Por Ogari Pacheco, presidente da Cristalia.

Sou médico e fui para Itapira a convite de um colega para clinicar. Depois formou-se um grupo que montou um hospital para o qual me convidaram. Passado algum tempo, surgiu a ideia de que, para baixar o custo operacional do hospital, passássemos a produzir alguns medicamentos. Foi aí que surgiu um pequeno laboratório cuja finalidade era abastecer o hospital e que, ao final, produzia muito mais do que se precisava.

Não tendo saída, tivemos que começar a vender o excedente, e deu certo. Participamos da produção de praticamente todo o coquetel anti-AIDS, que não está sujeito a patente. Tudo que não está patenteado nós fabricamos, na realidade por meio de um consórcio no qual a Cristalia é a empresa líder. Por outro lado, lideramos o segmento de anestésicos, somos líderes em anestesia na América Latina.

Para isso, houve necessidade de muito trabalho, de muita criatividade. Se nós seguíssemos um padrão de copiar e apenas copiar, provavelmente hoje nós estaríamos fabricando genéricos, sendo mais um no universo de fabricantes de genéricos. Não tenho nada contra genéricos, acho que são bons produtos, com recursos terapêuticos e farmacêuticos bastante interessantes, porém era visível e imaginável que dentro de algum tempo todos os fabricantes de genéricos iriam desembocar em uma luta canibalesca pelo mercado, que é o que está acontecendo hoje. Como sair disso?

No nosso modo ver, a saída era nos voltarmos para nichos, situações em que tivéssemos uma produção mais defensável, não tão facilmente “canibalizável”. Só tinha um jeito, tínhamos que desenvolver a síntese de princípios ativos, algo que o Brasil nunca fez, o Brasil importa hoje mais de 90% do que necessita para produzir seus medicamentos.

Nós, em contrapartida, produzimos cerca de 50% de nossas necessidades. Foi aí que tudo começou, primeiro copiando a síntese dos princípios ativos, para aprender. Porque primeiro você aprende a cozinhar, depois você inventa pratos. Depois de um certo tempo, quando nos sentimos mais à vontade na cozinha, passamos a criar pratos, que vieram a nos render 71 patentes.

Quando eu digo isso pode não parecer muito em comparação com outros produtos nacionais, entretanto, é o maior número do Brasil. E se nem toda a inovação é patenteável, ­toda patente contém uma inovação. Por aí vemos que na busca de diversificação, acabamos criando um nicho para desenvolver princípios ativos menos facilmente “canibalizáveis”.

Em determinado momento houve uma certa indecisão sobre qual era o melhor caminho. Indecisão essa provocada pela insegurança do desconhecimento, pois conhecíamos muito pouco da área. Hoje se eu pudesse voltar atrás, teria começado antes.

Na minha opinião, nada resiste ao trabalho. Se você tiver perseverança e uma ideia na cabeça, acredite nela. Trabalhando, com certeza, você chegará a um lugar de destaque. Um conselho que eu posso dar é, pense em nichos, pois é onde não há o menor ataque da concorrência, é onde há sua menor concentração.

O homem inova desde que existe sobre a face da Terra. Então o que é inovação nos termos atuais e o que se pretende dizer com ela? É a melhoria de produtos e processos, pois ninguém inova por inovar, inova para melhorar algo que já existe. Digo isso porque as pessoas muitas vezes ficam inibidas, achando que têm que criar algo completamente novo. Mas coisas absolutamente novas e inéditas são raríssimas, o que há na realidade é a melhoria de coisas já existentes.

Falando do nosso negócio, o que se deve buscar é melhorar o que existe dando ganho efetivo terapêutico. Não é só mudar a cor da cápsula ou melhorar o sabor do xarope, temos que dar ao paciente um ganho real em seu tratamento.

Penso que as pessoas devem acreditar em suas possibilidades, na centelha interna que existe em cada um para, em trabalhando, traduzir isso em produtos mais efetivos.

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Construindo links para inovar

ed032_sui2Por Hélio Lemes Costa Júnior

Há alguns anos, visitei uma série de instituições de ensino, pesquisa, inovação e financiamento na província de British Columbia, no Canadá. Durante quase um mês fui recebido e guiado por pessoas envolvidas na transferência de tecnologia entre universidades e empresas e aprendi muito sobre as práticas de quem está se saindo muito bem com Inovação. Continuar lendo

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Inovação Aberta e a Singularidade Tecnológica

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Hélio Lemes Costa Jr.

Singularidade tecnológica é o termo, usado por Raymond Kurzweil, para definir a previsão de que, em poucas décadas, homem e tecnologia estarão tão integrados e indissociáveis, que a presença da evolução tecnológica simplesmente não será mais notada. Organismos cibernéticos, os ciborgues, serão comuns e as tecnologias não serão usadas apenas para reparar deficiências físicas dos humanos, mas para ampliar tanto sua capacidade física quanto seus sentidos, memória e raciocínio. Continuar lendo

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Near Future Design: a percepção de uma “nova possibilidade” e um novo papel para o Design

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O que é o futuro? Por Salvatore Iaconesi e Oriana Persico.

O futuro não existe. É algo do qual todos nós fazemos parte, estabelecendo uma conversa global, tomando decisões e abraçando direções. Cada vez que fazemos isso, nós ampliamos a nossa percepção “do que é possível” e vamos mais além. Continuar lendo

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SENAI e o GP da Inovação no Open Innovation Week 2013

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Qual o papel do SENAI nos ecossistemas de inovação tecnológica? Para responder a essa pergunta, o SENAI, representado por sua Unidade de Tecnologia e Inovação – UNITEC, realizará em Novembro o primeiro Grand Prix SENAI de Inovação. Queremos contar às universidades, empresas, sejam grandes ou startups, e à sociedade como um todo, que o SENAI é agora um player de inovação aberta, que estamos de portas abertas para que venham e desenvolvam tecnologia e inovação conosco. Para isso contamos com o Wenovate, ITA, FGV, Politecnico di Milano e outras empresas parceiras apoiadoras.

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INOVAPUCRS: como funciona o sistema de inovação da PUCRS

A constituição da Rede INOVAPUCRS, o sistema de inovação da PUCRS, foi nossa melhor iniciativa em Inovação. Muito mais que um Parque, construímos um sistema de agentes que dão conta de explorar, de forma positiva, a Triple Helix (universidade, indústria e governo). Continuar lendo

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