Boletim Wenovate Edição Especial OIW 2014

ed035_logoOIW2014Mais uma edição da Open Innovation Week chegou ao fim, e é com grande orgulho que dizemos que ela foi um verdadeiro sucesso. Durante quatro dias, startups, empreendedores, financiadores e demais agentes tiveram a oportunidade de interagir e discutir ideias e projetos inovadores.

Neste boletim especial, você poderá conferir os destaques dessa sétima edição.

Agradecemos a todos que de alguma forma contribuíram com os debates, ampliaram as discussões e enriqueceram esse evento que é, fundamentalmente, feito por todos aqueles que participam.

Confira matéria sobre o Open Innovation Week, produzida pela AGICOM, da Universidade Metodista de São Paulo, parceira do Wenovate.

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Bate Papo

Bruno Rondani, diretor do Wenovate e Chairman da Open Innovation Week

“Já estamos na 7a edição da OIW e, em relação aos primeiros anos, acho que elevamos a discussão em diversos pontos significativos. Se antes debatíamos mais como as empresas podiam aplicar a inovação em seu ambiente, hoje compreendemos muito melhor o caráter distribuído da inovação aberta, em que todos os atores – governo, start-ups, institutos de pesquisa, universidades − tem um papel igualmente significativo.

Hoje, acho que estamos caminhando para ir além das instituições e focar nas pessoas e a cultura criada por meio da interação entre elas. Cada vez mais colocamos isso no debate: a importância do comportamento individual. Um comportamento interativo, conectado, colaborativo é essencial para se criar uma cultura e um ecossistema de inovação. Essa nossa preocupação se refletiu, por exemplo, na presença de projetos como o Exosphere e o Draft nessa edição do OIW.

Esse ano, também discutimos como é importante pensar a inovação aplicada a diferentes contextos. Vimos, por exemplo, o potencial e as dificuldades que existem para se trabalhar a inovação em universidades. São instituições tradicionais, conservadoras no modelo, mas ao mesmo tempo extremamente abertas para discussãoo de novas ideais.

Por fim, o Congresso Brasil Alemanha foi um dos grandes destaques da OIW. Ficamos bastante surpresos com a disposição dos profissionais, deste que é um insituto de inovação tradicionalíssimo na Alemanha, de contribuir com o evento. Inicialmente, estava planejado um congresso fechado, em uma sala específica, mas eles decidiram realmente compor os diferentes seminários que fizeram parte da OIW. Esse é o verdadeiro espírito da inovação aberta”.


André Saito,  sócio da Allagi, fala sobre o Seminário de Empreendedorismo Inovador

Uma característica interessante desse seminário é que ele foi bastante prático. Trouxe, acima de tudo, a experiência de quem resolveu empreender – aquilo que deu certo, aquilo que não deu, como se relacionar com investidores, como cultivar um comportamento inovador em sua empresa. Um seminário de empreendedores e suas histórias. Como tínhamos muitas start-ups presentes durante todo o evento, a maior parte do público era composta de empreendedores novos, que estão começando, e querem ouvir aqueles que já estão com o caminho andado. Mas, além disso, também tivemos palestras com boas provocações, como o quanto ainda é preciso discutir sobre a segurança do empreendedor, ou os caminhos nocivos que a inovação pode porventura tomar.

Rafael Levy, fundador do Wenovate e da Allagi, fala sobre o Seminário de Políticas Públicas e Ecossistemas de Inovação

No Seminário de Políticas e Ecossistemas de Inovação, tratamos de políticas para inovação no Brasil e como empresas, governos e institutos de pesquisa tem contribuído para formação de ecossistemas de inovação. Tivemos, por exemplo, grandes empresas, como Bradesco e Microsoft, contando um pouco da sua relação com start-ups. Tivemos a Embraer e IBM contando como trabalham seus projetos de P, D & I de maneira colaborativa com universidades. Ou como empresas fazem em inovação em ambientes regulados, como a BG no setor de óleo e gás. Ou como start-ups podem se utilizar da Lei do Bem e incentivos públicos para se capitalizar.

As apresentações internacionais contribuíram bastante para essa discussão. Um dos destaques foi a presença de Ray Mueller, prefeito de Menlo Park, a cidade do Venture Capital nos EUA [veja matéria sobre a palestra de Ray Mueller neste boletim], que explicou como o governo pode, de maneira indireta, contribuir para a formação de uma comunidade de inovadores. Já o Swissnex Business Hub, que também é patrocinadora do Desafio Brasil, trouxe um pouco do ambiente de inovação da suíça. Foi muito interessante entender como um país tão pequeno consegue estar entre os mais inovadores do mundo.

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Especial convidados

“Inovação aberta, uma ova!”

Conheça Andreas Pavel, o inventor do Walkman que enfrentou uma batalha épica com a Sony

foto_AndreasPavelNo final dos anos 60, Andreas Pavel e seus amigos se reuniam com frequência em sua casa para ouvir discos, enquanto discutiam sobre música, política e filosofia. Ele, que é filósofo e apaixonado por música, se perguntava por que não era possível levá-la consigo onde quer que fosse.

Assim, em 1972, quando tinha 27 anos, ele inventou o Stereobelt, o primeiro aparelho de som portátil do mundo. Para ele, era uma forma de “dar uma trilha sonora à vida”. Mal sabia ele que sua singela invenção daria início a uma batalha judicial que duraria nada menos do que 23 anos.

Andreas Pavel é um protagonista improvável de tamanha epopeia. Nascido na Alemanha, veio para o Brasil com a família quando tinha 6 anos, após seu pai ser contratado para trabalhar em uma indústria do grupo Matarazzo. Exceto pelo período em foi estudar filosofia na Alemanha, foi em São Paulo que Pavel passou a maior parte da sua vida. Aqui publicou livros e chegou a ser diretor da TV Cultura no final dos anos 60, e dedicou a sua vida muito mais à música, literatura e às artes do que aos negócios.

Mas, após inventar o Stereobelt em 72, Pavel entrou com pedidos de patente na Alemanha, Itália, Estados Unidos, Japão e Reino Unido. Depois, tentou vende-lo para uma série de empresas – entre elas, Yamaha, Phillips e a própria Sony −, que não demonstraram interesse em fabricá−lo. “Na época, os headphones já existiam, mas não se pensava neles como algo para se ouvir música. Eu andava na rua com fones e as pessoas me olhavam como se eu fosse um louco”.

Em 1980, a Sony começou a comercializar o Walkman, oferecendo a Pavel uma pequena parcela das vendas – mas só de alguns modelos e apenas daqueles comercializados na Alemanha, onde ele vivia na época.

Pavel não aceitou esse arranjo e passou a processar a Sony em todos os países onde possuía patentes. Durante os anos seguintes, ele conta que teve seu escritório arrombado três vezes, foi seguido por detetives contratados pela Sony e teve seus bens bloqueados por anos.

A batalha só terminou em 2003, quando a Sony finalmente resolveu acertar as contas com o inventor. Ele não revela quanto recebeu da empresa japonesa, mas há quem diga que se trata de um número de 8 dígitos. “Eu consegui manter meus interesses ao longo desse tempo, mas foi muito difícil. A pessoa pode ficar obcecada com esses processos judiciais tão longos e deixar muita coisa para trás. Sou um sobrevivente”.

Como convidado especial do OIW, Pavel falou em sua palestra “Inovação Aberta uma Ova!” da importância do sistema de patentes e de se proteger as ideias dos pequenos empreendedores inovadores. Segundo ele, estes não tem condições de concorrer com as grandes empresas e podem ser facilmente enganados por elas, como ele o foi.

Confira um trecho da palestra de Andreas Pavel no Open Innovation Week:

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Especial convidados

Ray Mueller, o prefeito da cidade mais inovadora do mundo

foto_RayMueller3Foi em uma cidadezinha de 32 mil habitantes da Califórnia, localizada na área da Baía de São Francisco, que foram fundadas empresas como o Google e a Hewlett Packard. Hoje, Menlo Park abriga os headquarters do Facebook, o maior número de empresas de venture capital no mundo e uma comunidade de inovadores vibrante.

Ray Muller, prefeito da cidade desde 2012, foi um dos convidados especiais do Open Innovation Week. Em sua palestra, ele contou o que faz de Menlo Park esse caldeirão de inovação em constante ebulição.

“Tudo depende dos próprios inovadores. Eles são de uma espécie rara. Inteligentes, é claro, mas também com uma veia artística. Você precisa encontra-los e acima de tudo você precisa fazê-los interagir entre si”, conta Mueller, que tem se concentrado no seu mandato em fazer políticas públicas que beneficiem o pequeno empreendedor.

“O grande desafio hoje em Menlo Park é fazer com que esses jovens inovadores não sejam arrastados para as grandes corporações do Vale do Silício, como Facebook e Google, e tenham oportunidades para tocar suas próprias empresas”.

ed36_ray2Além disso, Mueller conta da importância de se manter a cidade atrativa para os jovens. “O custo de vida tem que se manter relativamente baixo, e deve haver uma variedade de equipamentos públicos que possibilitem a interação social. Basicamente, tento manter a cidade divertida”.

Mas, para ele, o grande diferencial de Menlo Park, e aquilo que turbina o cultivo da inovação, é a “cultura do risco”. Na cidade, está subentendido que falhar faz parte do processo, e profissionais não são mal vistos no mercado porque, por exemplo, começaram um negócio e desistiram. “Vivemos em uma cidade em que pessoas falham o tempo inteiro. É o tipo de coisa que jamais será colocado contra elas no futuro”, conta, acrescentando que muitos dos que falharam se tornam anjos ou mentores daqueles que estão começando. “Esse é verdadeiro espírito do Vale”.

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Arena do Servidor Público

Um encontro criativo para melhorar o serviços públicos a partir dos próprios servidores

ed36_arenaservidorO funcionalismo público tem um ambiente conhecido pela inconstância gerencial e a aversão à experimentação. Foi pensando nisso que André Soares, formado em Direito e consultor em empreendedorismo público, e André Rafael Costa e Silva, servidor público em Brasília e idealizador do Manual de Guerrilha do Servidor Público, resolveram levar a cabo a Arena do Servidor Público na OIW.

Por 24 horas, cerca de 15 servidores discutiram e propuseram 28 ideias para melhorar o serviço público brasileiro. “Encorajamos os participantes a apresentarem qualquer ideia, mesmo que parecessem malucas a princípio”, conta André Soares. Das 28, três foram escolhidas para serem desenvolvidas. Os participantes foram divididos em grupos para trabalhar em cima de cada uma delas, com seus proponentes assumindo o posto de líder.

Uma das três ideias foi o “Meu Brasil”, que seria uma espécie de “Google do serviço público”. “Seria uma plataforma em que qualquer cidadão poderia buscar uma solução para um problema, e também relatar qualquer dificuldade que encontre no caminho. Uma maneira de diminuir a distância entre o servidor o cidadão”.

Já a “Melhorando o serviço público” propõe uma plataforma colaborativa interna, em que servidores expõem problemas e colegas podem complementá-lo ou oferecer soluções. Segundo André Rafael, a plataforma ajudaria a fazer com que diretores tenham acesso mais facilmente às demandas dos funcionários. “Também seria uma maneira de ranquear e, por fim, premiar servidores com posturas proativas”.

Já o “Café e problemas solúveis” propõe um espaço presencial de brainstorming para a solução de problemas.

Para André Soares, o fato da Arena acontecer na OIW deu um grande diferencial para a dinâmica e engajamento dos participantes. “Aqui ficamos em contato com pessoas do mundo da inovação e dos negócios, empreendedores, investidores e jovens inovadores, um mundo que está, normalmente, afastado da realidade do funcionalismo público”.

As três ideias serão incorporadas à edição de 2015 do Manual de Guerrilha do Servidor Público. O documento, idealizado por André Rafael e construído de forma colaborativa, tem o objetivo estimular iniciativas

que ofereçam ao servidor oportunidades de engajar-se no trabalho. “Mais do que um simples manual, queremos fazer dele um canal aberto para aqueles que acreditam que o comprometimento com o serviço público é uma das formas de alavancar o desenvolvimento do Brasil”, conta.

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Desafio Brasil

Start-Up Carioca é a vencedora do Desafio Brasil

A competição levará a empresa para representar o Brasil em evento de inovação aberta na Suíça

ed36_dbUma empresa carioca foi a grande estrela de um dos momentos mais esperados da Open Innovation Week. Após uma longa disputa que recebeu mais de mil propostas, a startup Ploog, que criou uma solução corporativa e educacional para armazenar dados em um dispositivo, se sagrou campeã do 9º Desafio Brasil. A Ploog representará o Brasil na competição mundial de start-ups SeedStars World, que acontecerá em Genebra, Suíça, em fevereiro.

A final do Desafio Brasil foi a última etapa de uma competição que começou em abril, com startups de todo o país submetendo projetos. Após uma primeira seleção, 65 empresas foram escolhidas para se apresentar nas finais regionais em seis clusters, em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Campinas, Florianópolis, Curitiba e Recife. Em cada uma destas etapas, cinco startups foram escolhidas para participar da final nacional, que foi realizada na Open Innovation Week (OIW).

A vencedora Ploog

A Ploog é uma empresa com sede no Rio de Janeiro que criou um dispositivo que permite levar seu desktop, de maneira segura, para qualquer lugar. Com isso, é possível acessar seus dados e documentos digitais em qualquer computador, independentemente do sistema operacional instalado. O dispositivo também protege seus dados de ameaças virtuais e eventuais problemas no hardware das máquinas em uso.

Hugo Heiji, CEO da Ploog, conta que participações em competições como o Desafio Brasil alavancam o negócio e abrem portas. “O prêmio traz reconhecimento para o projeto que criamos, principalmente por ter vindo de uma banca como a da OIW, com membros de grandes empresas nacionais e internacionais. Levamos daqui amizades, contatos, possíveis clientes e mentores. Vivenciamos, de fato, a cultura do empreendedorismo”, conta.

Além do primeiro lugar no Desafio Brasil e passagem para o SeedStars World, a startup recebeu convites para participar do edital de inovação do Senai e para um bootcamp no Chile, oferecido pela Exosphere, empresa conceituada de consultoria e inovação.

Hugo Heiji, CEO da Ploog, fala sobre o prêmio

Smart i9 e Fleety

Também foram premiadas outras duas empresas, a Smart i9, em segundo lugar e a Fleety, que ficou na terceira posição.

A Smart i9 é uma startup de Juiz de Fora, Minas Gerais, que apresentou uma solução para comunicação de dados de redes elétricas, utilizando uma combinação dos meios sem fio e com fio.

Já a Fleety, terceira colocada, é uma empresa de Curitiba, Paraná, que desenvolveu um aplicativo para o compartilhamento de veículos, ajudando a diminuir o número de carros nas ruas e possibilitando mais alternativas de mobilidade para aqueles que não tem carro.

As duas start-ups vão receber consultoria jurídica e financeira, além de mentoria de uma empresa de venture capital e premiações dos parceiros da rede Desafio Brasil. Clayton Guimarães, COO da Fleety, não conteve a emoção ao receber o resultado: “A sensação deste momento é indescritível. É o fim de um início e o Desafio Brasil e a Open Innovation Week são um divisor de águas nesse caminho. O prêmio nos traz visibilidade e, mais do que isso, levamos o network e os amigos que aqui fizemos”.

Diogo Fernandes, sócio-administrador da Smart i9, também ressalta a importância de eventos como a OIW para o amadurecimento das startups brasileiras. “Esses eventos de empreendedorismo que estão surgindo no Brasil incentivam o crescimento das startups e são muito benéficos para o ecossistema. O network que a gente faz e os contatos com investidores e outros empresários são fundamentais para parcerias estratégicas de negócios”, conta.

Clayton Guimarães, COO da Fleety:

Diego Fernandes, CEO da Smart i9

SeedStars World

O SeedStars World (SSW) é um evento que reúne as startups mais promissoras do mundo, entre mais de 30 países participantes. As startups vencedoras de cada país se apresentam em Genebra, na Suíça, para concorrer a um investimento de mais de 500 mil dólares no projeto.

“O objetivo da competição é crescer para todos os cantos do mundo e colocar as startups no mapa de negócios internacional, facilitando conexões para os empreendedores de qualidade que encontramos e os agentes de inovação”, afirma Alisee de Tonnac, CEO da SSW.

Desafios de Inovação

Outras três empresas foram premiadas em desafios paralelos, propostos por empresas parceiras interessadas em conhecer soluções para as suas áreas de atuação. Foram três categorias: o Desafio E-Health, proposto pelo Hospital Albert Einstein e Laboratório Fleury; o Desafio de Educação, com o Senai, Estácio de Sá, Fundação Getúlio Vargas e Metodista à frente; e o Desafio Cidades Inovadoras, comandado pela Effectua Capital.

A vencedora do Desafio e-Health foi a Lifee Solutions. Essa start-up, que é liderada por mulheres e incubada na Universidade Federal de Ouro Preto (MG), desenvolveu dois dispositivos de baixo custo para auxiliar na eficiência de tratamento fototerápico neonatal da doença Kernicterus. A doença, comum em recém-nascidos, pode deixar sequelas graves se não for tratada corretamente. Além do prêmio do e-Health, a empresa também foi convidada a participar do edital de inovação do Senai.

Já a vencedora do Desafio de Educação foi a EngagED, start-up de Curitiba que criou uma plataforma de gestão e relacionamento para expandir e profissionalizar a educação.

Quem levou o destaque do Desafio Cidades Inovadoras foi o MOBQI, que traz um aplicativo com soluções de mobilidade para todo tipo de usuário, de taxistas à pedestres. Pelo aplicativo é possível solicitar um táxi, saber qual ônibus tomar para fazer um determinado trajeto e até quantas calorias o usuário perderia se fosse de bicicleta.

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Grand Prix Senai 2014

Conheça os grandes vencedores do Grand Prix Senai de Inovação 2014, realizado durante a OIW

ed36_gpsenaiO relógio marcava 14:00 do dia 04/12, último dia da Open Innovation Week, quando o cronômetro zerou encerrando a submissão de ideias para o Grand Prix Senai de Inovação 2014. Por 72 horas, seis equipes multidisciplinares trabalharam sem parar para desenvolver soluções nas áreas de energia renovável, uso racional da água, segurança no trabalho e reaproveitamento de resíduos sólidos.

Foram 286 ideias submetidas pelas equipes. De todas estas, apenas quatro seriam premiadas com R$ 300 mil cada para serem desenvolvidas. Mas as outras não terão sido em vão: elas permanecerão em um banco de dados que ficará disponível para a sociedade e para a indústria. O objetivo é que isso estimule a comunidade brasileira de start-ups e empreendedores.

O placar chamava a atenção: uma equipe, a Verde Perto, era a que tinha submetido menos ideias entre as seis – apenas 18, muito menos do que, por exemplo, a equipe Laranja Mecânica, que submeteu 86. Mal sabíamos que seria justamente a Verde Perto a grande vencedora do dia, emplacando três projetos entre os quatro melhores.

A equipe conquistou o quarto lugar com o projeto “Moinho de Chuva”, em que propõe a captação de água de arranhas céus para geração de energia elétrica, valendo-se da gravidade. Em segundo lugar, ficou o projeto que utiliza escamas de peixes como filtro de resíduos da indústria frigorífica.

E o grande projeto vencedor, que conquistou o primeiro lugar, foi o “Termopipo”, uma chupeta inteligente que mede a temperatura e PH da boca do bebê e envia as informações para um aplicativo instalado no telefone dos pais. Segundo Stella Oliveira, líder da equipe e pesquisadora industrial do Senai do Mato Grosso do Sul, a ideia foi desenvolvida pensando nos pais que precisam deixar um filho doente em casa e ir trabalhar.

Além de faturar R$ 900 mil com as três ideias, a equipe Verde Perto ainda foi convidada a participar de um workshop em Londres com a Innovate UK, agência de inovação do governo britânico.

A equipe Urucum Design faturou o terceiro lugar com o aplicativo de segurança no trabalho “Tô de Olho”, que informa o operador de máquinas CNC sobre os equipamentos de proteção pessoal necessários para aquela atividade antes que ele dê um ‘start’ no dispositivo.

Jefferson Gomes, Gerente de Tecnologia e Informação do Senai, fala sobre o Grand Prix

 

Premiações Grand Prix Senai de Inovação

1o lugar: Termopipo (Equipe Verde Perto)
2o lugar: Uso de escamas de peixes como filtro (Equipe Verde Perto)
3o lugar: Aplicativo “Tô de Olho” (Equipe Urucum Design)
4o lugar: Moinho de Chuva (Equipe Verde Perto)

Votação popular: Termopipo (Equipe Verde Perto)

Prêmio empreendedor destaque:  Paulo César Wadzik (Equipe Inovatar)

Melhores equipes:
1o Equipe Verde Perto
2o Laranja Mecânica
3o Urucum Design

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Resultados 6ª Open Innovation Week

resultados_oiw2013Mais que um evento de debate e de encontro entre os interessados em inovação aberta, a 6ª Edição do Open Innovation Week se transformou em um ambiente de prática, onde não só se falou sobre conceitos, mas se fez inovação de fato. Continuar lendo

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Bate-papo

batepapo_oiw2013Compartilhamos com você alguns vídeos gravados durante o evento e selecionados especialmente para o boletim Inovação Aberta. Continuar lendo

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Crowdfunding como apoio à Inovação Aberta

foto_AlexandreCruz_oiw2013Em entrevista ao boletim Inovação Aberta, Alexandre Cruz, da Jive Investments, falou das vantagens do crowdfunding. Continuar lendo

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