Bate Papo

Bruno Rondani, diretor do Wenovate e Chairman da Open Innovation Week

“Já estamos na 7a edição da OIW e, em relação aos primeiros anos, acho que elevamos a discussão em diversos pontos significativos. Se antes debatíamos mais como as empresas podiam aplicar a inovação em seu ambiente, hoje compreendemos muito melhor o caráter distribuído da inovação aberta, em que todos os atores – governo, start-ups, institutos de pesquisa, universidades − tem um papel igualmente significativo.

Hoje, acho que estamos caminhando para ir além das instituições e focar nas pessoas e a cultura criada por meio da interação entre elas. Cada vez mais colocamos isso no debate: a importância do comportamento individual. Um comportamento interativo, conectado, colaborativo é essencial para se criar uma cultura e um ecossistema de inovação. Essa nossa preocupação se refletiu, por exemplo, na presença de projetos como o Exosphere e o Draft nessa edição do OIW.

Esse ano, também discutimos como é importante pensar a inovação aplicada a diferentes contextos. Vimos, por exemplo, o potencial e as dificuldades que existem para se trabalhar a inovação em universidades. São instituições tradicionais, conservadoras no modelo, mas ao mesmo tempo extremamente abertas para discussãoo de novas ideais.

Por fim, o Congresso Brasil Alemanha foi um dos grandes destaques da OIW. Ficamos bastante surpresos com a disposição dos profissionais, deste que é um insituto de inovação tradicionalíssimo na Alemanha, de contribuir com o evento. Inicialmente, estava planejado um congresso fechado, em uma sala específica, mas eles decidiram realmente compor os diferentes seminários que fizeram parte da OIW. Esse é o verdadeiro espírito da inovação aberta”.


André Saito,  sócio da Allagi, fala sobre o Seminário de Empreendedorismo Inovador

Uma característica interessante desse seminário é que ele foi bastante prático. Trouxe, acima de tudo, a experiência de quem resolveu empreender – aquilo que deu certo, aquilo que não deu, como se relacionar com investidores, como cultivar um comportamento inovador em sua empresa. Um seminário de empreendedores e suas histórias. Como tínhamos muitas start-ups presentes durante todo o evento, a maior parte do público era composta de empreendedores novos, que estão começando, e querem ouvir aqueles que já estão com o caminho andado. Mas, além disso, também tivemos palestras com boas provocações, como o quanto ainda é preciso discutir sobre a segurança do empreendedor, ou os caminhos nocivos que a inovação pode porventura tomar.

Rafael Levy, fundador do Wenovate e da Allagi, fala sobre o Seminário de Políticas Públicas e Ecossistemas de Inovação

No Seminário de Políticas e Ecossistemas de Inovação, tratamos de políticas para inovação no Brasil e como empresas, governos e institutos de pesquisa tem contribuído para formação de ecossistemas de inovação. Tivemos, por exemplo, grandes empresas, como Bradesco e Microsoft, contando um pouco da sua relação com start-ups. Tivemos a Embraer e IBM contando como trabalham seus projetos de P, D & I de maneira colaborativa com universidades. Ou como empresas fazem em inovação em ambientes regulados, como a BG no setor de óleo e gás. Ou como start-ups podem se utilizar da Lei do Bem e incentivos públicos para se capitalizar.

As apresentações internacionais contribuíram bastante para essa discussão. Um dos destaques foi a presença de Ray Mueller, prefeito de Menlo Park, a cidade do Venture Capital nos EUA [veja matéria sobre a palestra de Ray Mueller neste boletim], que explicou como o governo pode, de maneira indireta, contribuir para a formação de uma comunidade de inovadores. Já o Swissnex Business Hub, que também é patrocinadora do Desafio Brasil, trouxe um pouco do ambiente de inovação da suíça. Foi muito interessante entender como um país tão pequeno consegue estar entre os mais inovadores do mundo.

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