MDIC e Wenovate lançam InovAtiva Brasil 2014


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Empreendedores inovadores com grandes ideias terão uma importante ferramenta para alavancar seus negócios. Trata-se do programa InovAtiva Brasil 2014, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), executado pelo Wenovate – Open Innovation Center. Lançado no último dia 29, em São Paulo, o programa foi elaborado em parceria com McKinsey&Company, Endeavor e SENAI.

O InovAtiva Brasil será totalmente gratuito e oferece capacitação em gestão empresarial a empreendedores de negócios inovadores. O acesso é feito pela internet na modalidade de cursos MOOC (massive online open courses) e utiliza material audiovisual e textos focados nas melhores e mais modernas práticas empresariais. As incrições começaram no dia 02 de junho e encerram-se no dia 31 de julho.

Na primeira fase, que será totalmente online, todos os inscritos terão acesso ao material de capacitação, preparado pelo especialista em empreendedorismo Marcelo Nakagawa. Os trezentos projetos que demonstrarem maior potencial serão selecionados para a segunda fase, quando os empreendedores receberão apoio presencial e individualizado de mentores ­­- empreendedores bem sucedidos, executivos de grandes empresas e consultores de mercado.

inovativa_1Após a etapa de mentoria, os empreendedores mais bem preparados avançam para uma terceira fase em que têm a oportunidade de interagir com potenciais investidores e parceiros. A capacitação nesta fase consiste em bootcamps, bem como na apresentação das empresas para bancas de empreendedores e potenciais investidores.

Além de universal e gratuito, o formato do programa é também inédito no mundo. “Já encontramos sites de capacitação, competições de start-ups, plataformas de mentoria e plataformas de conexão com investidores. Mas nada como o InovAtiva, que junta tudo isso em uma coisa só”, afirmou Marcos Vinícius, Diretor de Fomento à Inovação do MDIC.

A cerimônia de lançamento foi realizada no prédio da Confederação Nacional da Indústria, em São Paulo, e contou com a presença do Ministro do Desenvolvimento Indústria e Coméricio Exterior, Mauro Borges Lemos, o presidente do Wenovate, Bruno Rondani, além de representantes do SENAI, McKinsey&Company, Endeavor e outras empresas.

inovativa_2Em pronunciamento, o Ministro Mauro Borges destacou a importância de um programa como o InovAtiva para que o sistema brasileiro de inovação, ainda precário em estrutura, alcance maior maturidade. “É como se a inovação no Brasil fosse uma onda enorme, mas o inovador aqui tivesse apenas uma prancha rudimentar para surfá-la”.

Ele também ressaltou a necessidade do conhecimento na área de negócios para que projetos inovadores prosperem. “Temos, por exemplo, uma grande capacidade instalada na área de pesquisa nas universidades, mas não temos muitos empreendedores com uma boa formação na área de negócios. Essa é a demanda que o programa veio suprir”.

De acordo com o gerente de operações do SENAI, Gustavo Leal, a parceria com o MDIC é fundamental, pois abre-se uma enorme janela de oportunidades para envolver outros atores no processo de inovação. “Deixa de ser um apoio somente técnico e passa a envolver aspectos de empreendedorismo e investimentos, que são fundamentais para o sucesso dessa ação”.

inovativa_3Romero Rodrigues, CEO e fundador do Buscapé Company, também estava presente na cerimônia de lançamento do InovAtiva e falou da sua própria experiência para ilustrar a importância da capacitação para a inovação. “Quando conseguimos o nosso primeiro investimento, não pensamos apenas na parte estritamente financeira: escolhemos um investidor que trabalhava com um grupo de pessoas que tinham vindo de banco, consultoria, que tinham contatos com fundo de investimento, e assim podiam, mais do que com dinheiro, ajudar com ideias e práticas de gestão”.

Vitrine para Grandes Empresas

Para Bruno Rondani, presidente do Wenovate, organização responsável pela execução das três fases do programa, há uma necessidade das grandes empresas no Brasil de se conectar com start-ups. “Quando as empresas começaram a nos procurar, nós focávamos sempre em parcerias com universidades, tentando envolver pesquisadores em seus programas internos. Porém, nos últimos anos, elas têm procurado se conectar também com comunidades de empreendedores. Nós criamos alternativas para que essa interação aconteça, e sempre da maneira mais horizontal possível”.

Luís Cassinelli, diretor de inovação corporativa da Braskem, destaca a complementaridade entre as grandes empresas e start-ups. “No dia a dia, a grande empresa está muito preocupada com o seu core business, aquilo que faz ela gerar caixa. Já a start-up precisa partir de um negócio novo para competir dentro do mercado. A questão toda é encontrar sinergia entre estas duas coisas”.

Para ele, o InovAtiva Brasil pode servir como vitrine para pequenos empreendedores, o que pode gerar esse link com as grandes empresas. “Muitas empresas pequenas têm boas tecnologias e não conseguem expor no mercado seu potencial. É muito importante você ter alguém que faça essa conexão. Essa tecnologia pode ser de extremo interesse de uma grande empresa”.

InovAtiva 2013

Em 2013, a edição piloto do InovAtiva Brasil teve cerca de 3,5 mil empreendedores inscritos de 350 municípios e 24 estados. Foram 1.635 projetos submetidos na primeira fase, 50 selecionados para a segunda etapa e 20 para a terceira.  Outros números também chamam a atenção, como a participação de 2 mil pessoas nos eventos de  divulgação, 210 mil visitas ao site oficial do programa e 6,6 mil curtidas no Facebook.

Um dos finalistas do InovAtiva Brasil em 2013, Rui Miadaira, conta que a participação no  programa foi um impulso na busca por um sonho. “Foram poucos meses em que aceleramos pelo menos uns três anos de aprendizado. E só quem empreende sabe o real valor do tempo”, comentou.

Entre os projetos inscritos para a primeira edição do InovAtiva, o setor com maior representatividade foi o de internet e software (43% do total), seguido pelo de varejo e serviços (21%), ambiental (4%), indústria de transformação (3%), biotecnologia e fármacos (2%) e eletrônicos (2%).

Acesse o portal e assista o vídeo de lançamento do Programa.

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