Como a sua empresa, reconhecidamente praticante de inovação aberta, se relaciona com as startups?

ed032_uma3

Peter Quadros Seiffert. Dr
Diretor de Corporate Venture Capital da Embraer S.A.

As startups são parte essencial de nosso ecossistema de inovação. Atuar de forma cooperada e integrada é vital para nossa competitividade, porque as startups são mais ágeis, velozes e tendem a atuar na fronteira da inovação.

Nosso relacionamento pode ocorrer de várias formas: desenvolvimento de projetos conjuntos de P&D, investimento de capital de risco, aceleração (speed up), outsourcing de projetos, desenvolvimento de fornecedor, ou até mesmo aquisição (spin in). Estas formas estão sempre evoluindo e se ampliando, podendo ser complementadas por novas abordagens.

Carlos Pessoa
Diretor da Wayra Brasil

Como uma iniciativa global do Grupo Telefônica para fomento às startups, o relacionamento com empresas inovadoras está em nosso DNA. Além das convocatórias mundiais da Wayra, que acontecem até três vezes ao ano, com o intuito de atrair projetos de negócios na área de internet e novas tecnologias, também mantemos parcerias estratégicas, levando ainda mais oportunidades às empresas nascentes. Temos acordos assim com o MercadoLivre, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) – por meio do programa Start-UP Brasil - e Evernote.

Mais de 1.700 projetos já se inscreveram para as convocatórias da Wayra no País desde 2011, das quais 28 foram aceleradas aqui. Além do Brasil, a aceleradora está presente em mais 12 Países, incluindo Espanha, Inglaterra e Chile, reunindo 300 empresas de 20 indústrias digitais.  E essa aceleração inclui, além de nossos investimentos diretos (que já chegam a U$ 132 milhões), espaço em nossa academia em São Paulo, mentoria, aproximação com outros investidores, além de consultoria e aconselhamento com especialistas das áreas de negócio da Telefônica e do mercado.

Ronald Dauscha
Diretor de tecnologia e inovação da Siemens do Brasil

As empresas de base tecnológica, empreendedoras e realmente diferenciais, nos interessam muito, pois podem, em conjunto, desenvolver a partir do estágio atual, soluções faltantes, complementares e novas para a Siemens. Por outro lado, para estas startups, empresas como a Siemens, muito mais que fonte de investimentos (existem outras disponíveis no País!), precisam de acesso a outras tecnologias, canais de vendas e gestão empresarial. O desafio que se coloca é como estes dois empreendimentos podem se encontrar?

Desenvolvemos no Brasil, baseado em um modelo mundial, uma nova versão de um programa de atração de startups chamado de TTB (Technology To Business) que roda no momento pela segunda vez no Brasil, coordenado pela área de Estratégia e Inovação do grupo.  Trata-se de um modelo inovador de comunicação, detecção, seleção e relacionamento com empresas, baseado em segmentos e setores pré-definidos, que alternam a cada 4 meses e que podem culminar em vários modelos de parceria, desde uma simples parceria comercial até a aquisição da empresa. Embora recente, o programa já deu mostra dos seus primeiros casos de sucesso, ainda em fase final de negociação

Share Button

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>