EMS dá primeiros passos fora do País

A EMS, maior grupo farmacêutico de capital nacional, oficializou ontem investimento de US$ 200 milhões nos Estados Unidos, que será feito pela Brace Pharma, subsidiária criada pela companhia brasileira em Maryland (EUA), controlada pelo empresário Carlos Sanchez, para desenvolver medicamentos inovadores.

A Brace Pharma foi criada pela EMS para investir em empresas que desenvolvem medicamentos para tratar doenças complexas. O primeiro aporte da Brace será feito na empresa de biotecnologia Gliknik, de inovação focada em câncer e doenças autoimunes, com produtos em fase de desenvolvimento clínico (estágio avançado). A companhia analisa outros projetos inovadores para fazer investimento no mercado norte-americano.

A subsidiária do EMS já faz parte da Nord (The National Organization for Rare Disorders), uma associação de organizações de saúde voluntárias dedicadas a ajudar pessoas com doenças raras, sobretudo de origem genética, que atingem pequena parte da população.

Comitê científico. Para compor o comitê científico da Brace Pharma, o empresário Carlos Sanchez, presidente do conselho de administração do grupo nacional, convidou o médico austríaco Eric Kandel, que ganhou o prêmio Nobel de medicina em 2000, em parceria com o sueco Arvid Carlsson; Samuel Broder, oncologista, pesquisador e ex-diretor do National Cancer Institute (NCI) e co-desenvolvedor dos primeiros medicamentos para tratamento da Aids; e Raymond Schinazi, professor e pesquisador da Emory University, criador de diferentes medicamentos para Aids e hepatite, além do renomado cardiologista brasileiro Jorge Kalil.

Biossimilares. O grupo EMS, conhecido por ser o maior produtor de medicamentos genéricos do Brasil, se consideradas todas as empresas controladas pelo grupo, está cada vez mais focando seus investimentos em medicamentos inovadores. A farmacêutica também faz parte da Bionovis, laboratório nacional criado a partir da joint venture entre Hypermarcas, União Química e Aché, com 25% de fatia cada, para produzir medicamentos biossimilares.

O “superlaboratório” nacional recebeu apoio do governo federal para desenvolver medicamentos complexos que atualmente são importados.

Fonte: Mônica Sacaramuzzo – O Estado de S.Paulo

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